Estátua do Diabo a fazer selfie provoca polémica na Segóvia

Uma lenda em Segóvia, Espanha, diz que o famoso aqueduto local foi construído numa única noite pelo Diabo, a pedido de uma jovem que lhe prometeu a sua alma – e no final não lha deu. Uma estátua do Diabo está agora a gerar desilusões de outro tipo na cidade.

Uma obra artística de um médico reformado que vive na cidade espanhola de Segóvia está a suscitar uma ampla contestação social. É que esse também escultor fez uma estátua de 1,70 metros de altura do Diabo e o município decidiu instalá-la numa ponte que fica numa zona normalmente pouco visitada pelos turistas. O objetivo é justamente o de atrai-los e por isso o Diabo aparece a sorrir e com um telemóvel na mão a fazer um… selfie.

A piscadela de olho é óbvia, mas houve residentes que não gostaram. Uma petição pública lançada online rapidamente angariou 5500 assinaturas – um décimo da população. As duas autoras acusam a obra de ser “ofensiva para os católicos, pois constitui uma glorificação do mal”. Alegam que Satanás surge com um ar demasiado simpático e que não há por perto nada que sugira um antídoto. “Representa o demónio sozinho, fazendo dele o protagonista, sem estar ao lado de uma igreja ou em qualquer ambiente que reflita uma rejeição desta figura”, explicam, acrescentando que Satanás deve ser repulsivo e desprezível, não gentil e sedutor.

A primeira pessoa a ficar confundida foi o artista. Disse que fez a estátua inspirando-se numa lenda similar à de Segóvia que encontrou durante uma viagem à Alemanha. A sua evidente boa-vontade – ele ofereceu a estátua à cidade, tendo um empresário pago a fundição – pode não ter convencido toda a gente. Mas angariou a simpatia da vereadora Claudia de Santos, que considerou injusta a campanha contra a estátua e prometeu levar o projeto até ao fim.

Para já, vai ter de esperar pelos tribunais. Ante a reação pública, um juiz ordenou que a instalação da estátua fique suspensa até se perceber se realmente ofende o sentimento cristão. Ou seja, como em tantas coisas que envolvem religião, é caso para perguntar onde está o mal.

C/Expresso.pt

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May enfrenta hoje moção de desconfiança no Parlamento britânico

A primeira-ministra Theresa May enfrenta hoje a votação de uma moção de desconfiança no Parlamento devido a derrota sofrida no processo Brexit, que vai ditar a sua continuidade à frente do governo britânico. Se May cair, os deputados têm duas semanas para decidir sobre novo premiê ou será dissolvido e convocadas novas eleições gerais.

A moção foi proposta pelo líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, imediatamente após a votação do Brexit (saída da União Europeia), na terça. A justificativa apresentada foi que, em dois anos de governo, May não conseguiu elaborar uma proposta boa o suficiente para ser aprovada pela maioria no Parlamento.

Em dezembro, May já havia sido alvo de uma moção semelhante apresentada por seus colegas de partido, o Conservador. Na ocasião, ela venceu a votação interna e foi mantida no cargo. Segundo a imprensa britânica, a premiê deve sobreviver a mais este teste e obter os votos necessários para continuar no poder.

Quando uma moção de desconfiança é apresentada, o governo tem questionada sua capacidade de exercer a liderança, por isso é realizada uma votação para verificar se o líder deve ou não permanecer no cargo.

Caso May perca a votação desta quarta, ela pode renunciar ao cargo por iniciativa própria. Mas o Partido Conservador pode insistir em seu nome, apresentando-a novamente como candidata para permanecer no posto de primeira-ministra.

O mais provável num caso desses, no entanto, é que o partido apresente outro candidato. Outros partidos também podem lançar seus próprios nomes ao cargo e os parlamentares têm um prazo de 14 dias para tomar uma decisão. Se ao fim desses  dias nenhum nome for definido – ou seja, nenhum partido conseguir comprovar que tem capacidade para liderar o governo, nos termos da legislação – o Parlamento é dissolvido e são convocadas eleições gerais a partir de 25 dias úteis.

C/Globo.com

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Eliminados autores de ataque a hotel em Nairobi, segundo o Presidente do Quénia

O presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, informou há momentos que os responsáveis por um ataque a um complexo hoteleiro em Nairobi foram mortos e colocado um ponto final à crise dos refens, que durou 19 horas. O Chefe de Estado acrescentou ainda que 14 civis morreram no ataque reivindicado pelo grupo terrorista Al-Shabaab.

A operação de segurança no complexo DusitD2 terminou e todos os terroristas foram eliminados. Temos a confirmação de que 14 vidas inocentes foram perdidas às mãos destes terroristas assassinos”, disse Kenyatta num discurso televisivo, que fala ainda de feridos, sem especificar o número. Segundo o Presidente, mais de 700 civis foram resgatados do complexo.

O ataque começou às 15h locais de terça-feira. Quatro homens armados atiraram bombas sobre veículos no parque de estacionamento antes de se dirigirem ao lobby do hotel, onde um deles se fez explodir, segundo a Polícia. De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, um cidadão dos EUA está entre as vítimas mortais.

Cerca das 23h locais, um responsável do Ministério da Segurança Interna disse que todos os edifícios do complexo estavam seguros. “A situação está sob controlo e o país está seguro. O terrorismo nunca nos derrotará”, garantiu. No entanto, uma hora depois foram ouvidos disparos e explosões esporádicas na zona.

O grupo Al-Shabaab opõe-se ao Governo da Somália, mas já levou a cabo ataques noutros países do leste africano. A confirmar-se a autoria, o ataque ao hotel no Quénia será o mais recente exemplo.

Em setembro de 2013, elementos do grupo irromperam pelo centro comercial Westgate em Nairobi. Durante um cerco que se prolongou por mais de três dias, 67 pessoas foram mortas.

Dois anos mais tarde, o Al-Shabaab realizou o seu ataque mais sangrento no Quénia, ao matar quase 150 pessoas na Universidade de Garissa.

C/Expresso.pt

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Jair Bolsonaro assina decreto que pode armar 169 milhões de brasileiros

O presidente do Brasil vai assinar esta terça-feira, 19 de Janeiro, um decreto extraordinário que flexibiliza as regras para a posse de armas de fogo por civis. As novas regras vão permitir à maioria da população brasileira ter até duas armas, sem a obrigatoriedade de provar uma necessidade extrema para isso, como acontece actualmente.

Um estudo realizado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostra que, pelas novas regras, até 169,6 milhões dos 208 milhões de brasileiros se enquadram nos requisitos para poderem ter armas em casa ou no escritório. A permissão da posse de armas foi uma das principais promessas o Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral que o levou à presidência do Brasil.

De acordo com as novas regras, se for mantido o texto que aos poucos foi sendo avançado para a imprensa, passarão a ter autorização automática para a posse de armas cidadãos residentes em municípios que tenham um índice de homicídios igual ou superior a 10 mortes por cada 100 mil habitantes, situação em que se enquadra a maioria das cidades brasileiras.

Também ficam autorizados a ter arma de fogo donos de estabelecimentos comerciais, pessoas cuja actividade profissional possa acarretar algum tipo de risco e até moradores de municípios que não atinjam o número de homicídios referido atrás mas que se localizem em regiões rurais ou isoladas.

Desde 2003, quando o então presidente Lula da Silva fez aprovar o Estatuto do Desarmamento, a posse de armas no Brasil ficou bastante restrita e durante anos os governos fizeram campanhas nacionais para retirar armas das mãos de civis, chegando a pagar em dinheiro vivo a quem entregasse as que tinha.

Os profissionais da área da segurança estão neste momento proibidos de ter arma fora do horário de serviço, e quem ainda assim quiser ter uma arma tem de passar por um longo processo de avaliação que não garante só por si a aprovação.

Mas organizações não governamentais e personalidades dos mais variados quadrantes são contra a flexibilização das regras para se ter uma arma, alegando que isso vai aumentar de forma assustadora a violência no Brasil e poderá provocar uma verdadeira “matança” de inocentes.

Já os defensores da posse de armas alegam que o Estatuto do Desarmamento tirou as armas aos cidadãos honestos, enquanto os criminosos estão cada vez mais armados e usam armas cada vez mais potentes. Por isso, a necessidade das pessoas terem como se defender, argumenta Bolsonaro.

C/CM

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Cabo-verdiano morre em incêndio no Luxemburgo

Um cabo-verdiano de 53 anos morreu na noite de ontem, vítima de um incêndio na sua residência em Beaufort, Luxemburgo. Este incidente aconteceu no início da noite, de acordo com informações prestadas pela polícia. A sua identidade não foi revelada ainda.

O alerta foi dado por volta da 19h30 de domingo e cerca de quatro dezenas de bombeiros deslocaram-se ao local para combater as chamas. A vítima foi encontrada inconsciente e retirada do local para serem prestados os primeiros socorros.

Mas, conforme o Coprs Grand-Ducal Incende & Secours explica em comunicado, apesar dos esforços, “as equipas não puderam reanimá-lo” e acabou por morrer.

As autoridades luxemburguesas revelaram ainda que foi aberto um processo de investigação para apurar a causa do acidente e esclarecer o que aconteceu.

Fonte: O Contacto

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Abraço a namorado leva à expulsão de aluna da universidade no Egipto

Uma aluna da universidade egípcia de Al Azhar foi expulsa desta instituição de ensino superior porque abraçou o namorado, fora do recinto universitário, após pedido de casamento. A universidade alega que este facto possui “um carácter especial” por ser um centro religioso e as suas decisões serem “coerentes com os valores da sociedade egípcia”.

É que a religião sunita, seguida pela maior parte dos egípcios, faz com que sigam tradições conservadoras, sobretudo às que envolvem as relações entre homens e mulheres, alega.

A estudante, que não foi identificada, está a ser chamada como “a aluna do abraço”. A cena aconteceu após esta ser filmada ao ser pedida em casamento pelo namorado. De acordo com a agência espanhola EFE, na cena romântica do pedido, o jovem teria ajoelhado à frente da namorada com um ramo de flores. Após esta aceitar o pedido,  o jovem abraçou-a e os dois rodopiaram.

Apesar do pedido de casamento ter acontecido num outro espaço, na Universidade de Mansura no Cairo, o comité de disciplina da universidade na qual a aluna estuda investigou o sucedido e decidiu pela expulsão da mesma, após analisar o vídeo difundido nas redes sociais. Ahmed Zaree, o porta-voz da agência EFE, refere, entretanto, que a aluna pode recorrer perante o Comité de Disciplina Supremo, porque a decisão ainda não é definitiva, o que decidirá se “confirma, reduz ou anula o castigo”.

Fonte: Público/EFE

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Donald Trump acusado de esconder conversas com Putin

O presidente dos Estados Unidos tentou esconder detalhes das suas conversas com o presidente russo Vladmir Putin, noticia o Washington Post. Este jornal garante que Donald Trump ficou com os apontamentos do intérprete e proibiu aos seus assessores de comentarem o que tinha acontecido com os outros funcionários da administração.

Segundo a reportagem, isto aconteceu, por exemplo, numa reunião com Putin em 2017, em Hamburgo, em que também participou o secretário de Estado Rex Tillerson. Ao que tudo indica, as autoridades americanas tomaram conhecimento das acções de Trump quando um consultor da Casa Branca e um alto funcionário do Departamento de Estado quiseram ter mais informações através do intérprete, para além de um resumo partilhado por Tillerson.

Concluiu-se que não havia qualquer registo pormenorizado, nem mesmo em arquivos classificados, de pelo menos cinco encontros nos últimos dois anos. A fonte do Post afirma que Trump tem tentado esconder as suas conversas com Putin do escrutínio público e impedir que até funcionários de topo da sua Administração saibam o que ele disse a um dos principais adversários dos EUA.

Este segredo em torno desses encontros contraria aquilo que tem sido o comportamento habitual dos presidentes norte-americanos, que geralmente confiavam em seus assessores seniores que os testemunhavam, registando tudo o que era dito para depois reportagem aos vários departamentos.

Em declarações à Fox News, Trump negou todas as acusações. “Tive uma conversa, como todos os presidentes têm. Sentamo-nos com os presidentes de vários países. Tivemos uma óptima conversa, conversamos sobre Israel e a sua segurança, e uma série de outras coisas. Foi uma conversa óptima. Não estou a tentar esconder nada. Não me importo com isso”, declarou.

Furioso com investigação do FBI

Entretanto este Domingo, e como já é habitual, o presidente dos EUA utilizou a rede social twitter para atacar tudo em todos devido às suspeitas de que teria – de forna inadvertida ou voluntária – trabalhado para servir os interesses da Rússia antes e depois das eleições. Trump acusou o jornal e os jornalistas mas também o próprio FBI e o antigo líder dos serviços secretos, James Comey, que despediu depois de ter entrado em choque com ele.

O jornal New Iorque Times garante que as investigações do FBI às relações de Trump com a Rússia começaram após o despedimento de Comey, em Maio de 2017. “Na sequência do despedimento do director do FBI James Comey, os serviços secretos foram ficando cada vez mais receosos de que as acções do presidente pudessem constituir actividades anti-americanas”, noticia o jornal.

Nessa lógica, acrescentou aquele jornal, o despedimento de Comey poderia ser encarado como uma forma de “obstrução à justiça”. A investigação terá sido absorvida pelas diligências, ainda em curso, relativas à alegada ingerência da Rússia nas últimas eleições presidenciais. No entanto, o NYT diz que ainda “não foram apresentadas quaisquer evidências de que Trump estivesse secretamente em contacto ou tivesse recebido instruções de responsáveis russos”.

Esta ressalva não impediu o presidente de distribuir insultos, em particular em relação a James Comey, assumindo a felicidade de tê-lo despedido.

C/DN

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Explosão no centro de Paris causa pelo menos 20 feridos

Uma explosão numa padaria no 9.º bairro de Paris, capital de França, seguida de um incêndio fez este sábado de manhã pelo menos 20 feridos, entre eles um bombeiro, informa a estação de rádio francesa Europe 1.

Segundo dados oficiais avançados pela polícia, há nove feridos graves. Esta revela ainda que sete a oito veículos foram destruídos pelas chamas e vários estabelecimentos foram atingidos pela explosão.

No Twitter, a polícia relata uma “forte explosão em Treviso” e recomenda evitar a área.  Na origem da explosão poderá estar, segundo a comunicação social francesa, uma fuga de gás.

O incidente acontece numa altura em que a polícia de Paris está em alerta máxima no nono sábado consecutivo de protestos de coletes amarelos.

C/CM

 

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Avião que conduzia Rodrigo Maia a Cabo Verde retorna a Brasília por “questões técnicas”    

O avião que estava a trazer a Cabo Verde o presidente da Câmara dos Deputados do Brasil para participar na 8ª Assembleia Parlamentar da CPLP teve que voltar à Brasília por “razões técnicas”. A Força Aérea Brasileira não detalhou o que aconteceu com a aeronave, mas, segundo o jornal online da Globo, essa entidade garantiu que a segurança dos passageiros não foi afectada. Porém, a assessoria da Câmara dos Deputados explicou a essa edição que houve um problema com um vidro do avião e que Rodrigo Maia teve de cancelar a agenda em Cabo Verde.

“A aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) que transportava o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, retornou a Brasília (DF) às 18h30 desta quinta-feira (10/01), devido a questões técnicas. O voo com destino a Cabo Verde decolou da capital federal às 16h. Em nenhum momento do voo a segurança dos passageiros foi afectada. A FAB disponibilizou outra aeronave para efetuar o voo”, informou a FAB.

Rodrigo Maia participaria nesta sexta (11) na 8ª Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Além dos compromissos relativos à assembleia, o presidente da Câmara também iria se encontrar com o presidente Jorge Carlos Fonseca. Aliás, conforme apurou o Mindelinsite, Maia faria uma intervenção na sessão de abertura a par de Jorge Carlos Fonseca, enquanto Presidente da República de Cabo Verde e da Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, Jorge Santos, Presidente da Assembleia Nacional, e do Secretário Executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Telles.

Sob o lema “CPLP – Uma Comunidade de Pessoas”, a VIII AP-CPLP consubstancia uma agenda que contempla a reunião dos Presidentes dos Parlamentos, das Comissões Permanentes e da Rede de Mulheres Parlamentares. Organizada pela Assembleia Nacional cabo-verdiana, esta vai ser a ocasião para a passagem da coordenação deste órgão da CPLP, designadamente, do Brasil para Cabo Verde.

C/Globo.com

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Vários tribunais evacuados por ameaça de bomba na Alemanha 

Os tribunais nas cidades de Kiel, Erfurt e Magdeburg e o campus de justiça de Potsdam, na Alemanha, foram evacuados esta sexta-feira depois de terem recebido ameaças de bomba.

O jornal alemão Hannoversche Allgemeine Zeitung informa em destaque que o primeiro a receber ameaças foi o tribunal de Kiel, que recebeu os emails suspeitos durante a noite de ontem. Esta manhã os tribunais de Erfurt e Magdeburg também foram evacuados devido ao mesmo tipo de ameaças enviadas por correio eletrónico.

A Reuters fala num quinto espaço judicial, no estado de Hesse. O tribunal de Wiesbaden teve de ser também evacuado depois de ter sido encontrado um objeto suspeito.

C/ Agências

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