Espanha

Espanha registou 832 mortos nas últimas 24 horas

A Espanha, o segundo país da Europa mais afectado pelo coronavirus, registou 832 mortos nas últimas 24 horas, o maior número diário. Ao todo, ja morreram 5.690 pessoas no país infectadas com o Covid-19.

Os dados oficiais do Ministério da Saúde revelam ainda um aumento de 8.189 no número de infectados. Indicam ainda que já morreram 5.690 pessoas com convida 19, sendo que, ontem houve 832 vítimas mortais, o maior número em 24 horas

Desde o início da pandemia, o país registou 72.248 casos de covid-19, dos quais 9.375 tiveram alta e são considerados como curados. Estão ou estiveram 40.630 hospitalizados e 4.575 pessoas estão ou estiveram nos cuidados intensivos.

Fonte:DN.PT

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Jair Bolsonaro

Bolsonaro critica isolamento e acusa imprensa de espalhar “pavor”

O Presidente do Brasil criticou, em mensagem ao país, os pedidos dos especialistas e autoridades sanitárias para as pessoas ficarem em casa e responsabilizou a comunicação social por espalharem uma sensação de “pavor”. Jair Bolsonaro disse ainda que, caso vier a contrair o vírus, não pegará mais do que uma “gripezinha”. 

“O vírus chegou, está sendo enfrentado e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos sim voltar à normalidade. Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Por que fechar escolas?”, declarou.

De acordo com o presidente, “raros são os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos de idade. 90% de nós não teremos qualquer manifestação caso se contamine. Devemos sim é ter extrema preocupação em não transmitir o vírus para os outros, em especial aos nosso queridos pais e avós, respeitando as orientações do Ministério da Saúde”.

“No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado com o vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha, como disse aquele famoso médico daquela famosa televisão. Enquanto estou falando, o mundo busca um tratamento para a doença.”

No pronunciamento, Bolsonaro disse que os meios de comunicação espalharam “pavor” e provocaram “histeria” no país. “Grande parte dos meios de comunicação foram na contramão. Espalharam exatamente a sensação de pavor, tendo como carro chefe o anúncio do grande número de vítimas na Itália. Um país com grande numero de idosos e com o clima totalmente diferente do nosso. O cenário perfeito, potencializado pela mídia, para que uma verdadeira histeria se espalhasse pelo nosso país”, afirmou.

De acordo com o presidente, “percebe-se que, de ontem para hoje, parte da imprensa mudou seu editorial, pedem calma e tranquilidade. Isso é muito bom. Parabéns, imprensa brasileira. É essencial que o bom senso e o equilíbrio prevaleçam entre nós”, indicou.

O Ministério da Saúde informou que não vai se posicionar sobre o pronunciamento do presidente.

C/ Globo.com

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Wuhan, epicentro do Covid-19, pode sair da quarentena em Abril

Os habitantes de Wuhan, cidade onde foi detectado o novo coronavírus, poderão passar a circular livremente, segundo decisão anunciada pelas autoridades chinesas. No entanto, terão de esperar até o dia 8 de Abril para poderem sair livremente às ruas.

O Governo chinês estabeleceu que, para andarem nas ruas, as pessoas deverão apresentar um código QR (código de barras bidimensional)  “verde” nos seus telefones celulares. Enviado pelas autoridades, o código atesta que a pessoa não é portadora do novo coronavírus.

Nas últimas semanas, o número de novas contaminações na província de Hubei foi consideravelmente reduzido. Muitos habitantes já retomaram a rotina de trabalho e os transportes públicos voltam a funcionar progressivamente. Na terça-feira, a China contabilizou 78 novos casos do Covid-19, mas quase que exclusivamente identificados em pessoas vindas do exterior. Esse cenário gera preocupação de uma segunda onda de contagio no pais.

O quadro positivo da província de Hubei contrasta com a de muitas outras regiões do mundo onde diversos governos aumentam as restrições de circulação de pessoas para evitar a propagação do vírus. Atualmente, cerca de 1,8 bilhão de pessoas estão em quarentena ao redor do mundo e, de acordo com a OMS, a pandemia se acelera e 16 mil mortes foram confirmadas.

C/Época.com

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Albert Uderzo

Morreu Albert Uderzo, um dos criadores da célebre personagem de Astérix

Morreu esta terça-feira, aos 92 anos, Albert Uderzo, o ilustrador francês que criou, junto com René  Goscinny, a banda desenhada “Asterix”. O anuncio foi feito pela família do desenhista.

Albert Uderzo morreu enquanto dormia em sua residência de Neuilly, nas proximidades de Paris. De acordo com a imprensa francesa, o ilustrador sofreu um ataque cardíaco. “Estava muito cansado há varias semanas” revelou o genro, Bernand de Choisy, à AFP. 

Uderzo criou com Goscinny os quadrinhos de Asterix e Obelix em 1959. Seis décadas mais tarde, 370 milhões de exemplares foram vendidos em todo o mundo, traduzidos para 111 línguas e dialetos. 

Ao lado de Goscinny, falecido em 1977 aos 51 anos, Uderzo publicou 24 álbuns. Durante muito tempo, foi contrário à criação de novas histórias após a morte do amigo, mas acabou mudando de ideia. Em 2011, passou o bastão a autores mais jovens, supervisionando o trabalho.

Fonte: AFP

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Médicos fazem selfie para mostrar dias combatendo o Covid-19

Homenageados com salva de palmas ao redor do mundo, profissionais da área de saúde que estão na primeira fila contra o coronavírus estão usando as redes sociais para mostrar como ficam seus rostos devido aos acessórios de proteção contra a COVID-9. Em entrevista à CNN, o médico italiano Nicola Sgarbi afirmou que fez a selfie depois de um plantão de doze horas seguidas numa UTI num dos hospitais do pais. “Tirei a selfie para mostrar a minha filha quando ela crescer. Vou lhe contar sobre esse momento. Nunca vi algo assim na minha carreira”, disse para a publicação. 

A Itália, escreve o website Marie Claire, é um dos países mais afetados pela Covid-19 no mundo. Até esta segunda-feira (23), registou quase 64 mil casos da doença, com mais de 6 mil mortes e quase 7,5 mil de pessoas curadas. Desde 9 de março os italianos estão sob regime de quarentena, com comércios considerados não-essenciais fechados e duras restrições de circulação para a população. 

No Brasil, realça a Marie Claire, o impacto sobre os profissionais da saúde também tem sido intenso para as mulheres em especial. Elas ocupam 70% dos cargos nos setores social e de saúde no mundo todo, e a maioria ainda é mãe e responsável por ocupar-se da família. Ou seja, conciliam profissão e o cuidado com o outro.

C/MarieClaire.com

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Covid 19

Coronavírus chega a Gaza e prenuncia a calamidade

O maior pesadelo de autoridades israelenses e palestinas tornou-se real. O novo coronavírus rompeu o bloqueio de Gaza, onde dois milhões de moradores se amontoam em apenas 365 quilómetros de quadrados, registrando os dois primeiros casos numa das áreas mais densamente povoadas do planeta.

O diagnóstico positivo em dois palestinos que haviam retornado do Paquistão,  pela fronteira de Rafah, no Egito, determinou o confinamento e o distanciamento social no enclave já isolado do mundo exterior. Escolas foram fechadas. Casamentos e orações em mesquitas proibidos. A doença pôs em quarentena o chefe das forças de segurança do Hamas, que governa o território, assim como alguns de seus ministros.

A população de Gaza encontra-se em situação de grande vulnerabilidade. Isto porque, desde 2007, o território é controlado pelo Hamas, organização considerada terrorista por Israel, e, por isso, enfrenta o bloqueio marítimo, terrestre e aéreo. Ofensivas em 2009, 2012 e 2014 contribuíram para deteriorar as condições de vida de seus moradores.

Essa combinação de densidade populacional, extrema pobreza, colapso de infraestrutura e dependência de ajuda humanitária faz com que a ONG israelense B’tselem anteveja um “desastre de proporções terríveis” na região durante a pandemia de coronavírus.

Pelos cálculos do diretor do escritório da OMS em Gaza, Abdelnasser Soboh, o território seria capaz de absorver apenas os primeiros cem casos da doença e, assim mesmo, de forma gradual: do total de 62 respiradores, apenas 15 estão disponíveis.

Sob o comando da Autoridade Palestina, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental a situação também é preocupante. Pelo menos 59 pessoas foram infectadas.

Para evitar a propagação do surto, o premiê Mohammed Shtayyeh, anunciou medidas restritivas semelhantes às aplicadas em Israel, onde há mais de mil casos diagnosticados de Covid-19: a população deve permanecer em casa, e a liberdade de movimento é permitida apenas a quem precisa ir ao supermercado ou ao médico.

Para evitar a propagação do surto, Israel está a realizar treinamento de equipes médicas palestinas. A Coordenação de Atividade Governamental nos Territórios anuncia a transferência de mil kits de equipamentos de proteção e cem de testes para a Autoridade Palestina, rival do Hamas na região.

Uma pesquisa do Instituto Truman para a Paz da Universidade Hebraica de Jerusalém indica que 63% dos israelenses — judeus e árabes — são favoráveis à ajuda aos palestinos durante a pandemia. Esta parcela está consciente de que os efeitos serão dramáticos para ambos, caso a doença se dissemine nos territórios palestinos.

C/Globo.com

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Mandatory Credit: Photo by Anonymous/AP/Shutterstock (6600143a)
Kenny Rogers performs at the Country Music Awards in Nashville, 1977
Kenny Rogers 1977, Nashville, USA

Morreu o cantor country Kenny Rogers

Faleceu Kenny Rogers, o cantor country que celebrizou a balada romântica We’ve got tonight, em dueto com Sheena Easton. Rogers morreu de causas naturais aos 81 anos de idade. Era conhecido pela sua voz rouca e cabelos grisalhos e o seu estilo country, que considerava ser o blues dos brancos norte-americanos.

O astro fez uma carreira musical de sucesso que durou seis décadas e incluiu hits como “The Gambler” e “Coward of the county”. “Rogers partiu em paz, em casa. Ele morreu de causas naturais, cercado por seus entes queridos”, disseram os familiares em comunicado divulgado hoje à imprensa. A família indicou que será organizada uma cerimónia de despedida íntima, sem que esta decisão esteja relacionada com “a situação de emergência causada pela pandemia de Covid-19”.

Kenny Rogers deixa uma marca indelével na história da música americana, “com músicas que tocaram a vida de milhões de pessoas em todo o mundo”, disse seu representante, Keith Hagan.

O cantor, também conhecido mundialmente por hits como “Lucille” ou “Islands in the Stream”, ganhou três prêmios Grammy e vendeu dezenas de milhões de discos em todo o mundo.

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Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Bolsonaro: “Depois da facada não será uma gripezinha que me vai derrubar”

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro voltou a minimizar a gravidade do novo coronavírus, apesar das provas do nível de contágio apresentado pelo Covid-19 e das suas consequências no estado de saúde dos infectados. Ontem, ao ser indagado sobre a sua situação clínica, Bolsonaro respondeu que, depois da facada que recebeu no início da campanha presidencial, não será uma “gripezinha” que o vai derrubar.

A saúde de Bolsonaro vem sendo alvo de especulação depois que pelo menos 22 pessoas que tiveram contato com o presidente durante uma viagem aos Estados Unidos testaram positivo para a doença. Nos últimos dias, Bolsonaro anunciou que se submeteu a dois exames e que ambos deram negativo.

Questionado sobre se, diante do número de pessoas que testaram positivo para a doença e que tiveram contato com ele, Bolsonaro disse que poderia se submeter a um novo exame, de acordo com orientação médica.

No Brasil, pelo menos 904 foram infectadas e onze já morreram. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença já infectou 209 mil pessoas e matou 8,7 mil.

C/imprensa brasileira

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Covid Itália

Califórnia ordena isolamento em casa de 40 milhões de pessoas

Califórnia, o mais populoso estado dos Estados Unidos, ordenou aos seus cidadãos que fiquem em casa nas próximas semanas, uma medida para tentar controlar o aumento de casos de covid-19. O anúncio foi feito pelo governador Gary Newsom, a partir do centro de emergência de Sacramento, onde as autoridades se reuniram no passado para coordenar respostas a incêndios e terramotos.

Sem rodeios, o governador disse aos 40 milhões de habitantes do estado que 56% da população – 25 milhões de pessoas – pode vir a ser infectada pelo novo coronavírus nos próximos dois meses. Até ontem California tinha registado 652 casos, 19 mortes e seis doentes recuperados. “Chegou a hora de vos dizer o que disse à minha família”, declarou Newsom. “Não se trata de uma situação permanente, é uma decisão temporária. Mais tarde, vamos olhar para trás e ver que estas decisões foram determinantes.”

Após a declaração do estado de emergência, os cidadãos apenas devem sair de casa para fazer compras essenciais ou ir à farmácia. No início da semana, os responsáveis por algumas regiões, como a Bay Area de São Francisco, decretaram o isolamento em casa dos seus habitantes. Mas a partir de agora essa ordem estende-se a todo o estado.

Flórida encerra hotéis

A decisão de Newsom foi anunciada no dia em que o Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças registou mais de 10 mil casos de covid-19 em todos o país, o que levou outros governadores a avançarem para medidas mais radicais – uma decisão sensível nos EUA devido às implicações para os direitos individuais.

No Texas, por exemplo, foi declarada uma situação de desastre de saúde pública pela primeira vez em 119 anos, desde os primeiros tempos da corrida ao petróleo no estado. No segundo estado mais populoso do país, com 30 milhões de habitantes, o governador Greg Abbott limitou o serviço dos restaurantes e bares à venda para fora, mandou encerrar escolas e proibiu reuniões com mais de dez pessoas.

Já no terceiro estado mais populoso do país, a Florida, com os seus 21 milhões de habitantes, o governador Ron DeSantis mandou encerrar todos os hotéis no auge da época de turismo nesta região dos Estados Unidos. Ainda assim, o governador não mandou encerrar as famosas praias do estado – uma decisão que está a ser muito criticada e que deverá ser alterada nas próximas horas ou dias.

Na quinta-feira, os 50 estados norte-americanos mais o distrito da capital, Washington D.C., e os territórios de Guam, Porto Rico e Ilhas Virgens, tinham reportado 10.442 casos de covid-19 e 150 mortes. Os estados mais afectados são Nova Iorque (4597 casos e 38 mortes), Washington (1187 casos e 74 mortes) e a Califórnia (652 casos e 19 mortes).

Fonte: Publico.pt

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Jair Bolsonaro

Bolsonaro ouve primeiro “panelaço”

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro foi alvo de protesto nas duas maiores cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro, na capital federal Brasília, em Belo Horizonte e no Recife. Nestas urbes, populares foram às janelas bater panelas, uma prática usada no Brasil para demonstrar descontentamento e que era comum nos últimos meses do governo de Dilma Rousseff.

A notícia de que o Palácio do Planalto pedira ao Congresso Nacional para declarar estado de “calamidade pública”, instantes depois de Jair Bolsonaro ter classificado de “histeria” as reações ao impacto do Coronavírus, levou milhares de brasileiros nas principais cidades do país a efetuar um “panelaço” na noite de terça-feira. E hoje há mais.

Os cidadãos usaram as janelas para bater panelas e gritar “fora Bolsonaro” em dezenas de bairros de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Brasília, de Belo Horizonte e do Recife, entre outras cidades de menor expressão.

O “panelaço” fora marcado inicialmente para esta quarta-feira, às 20.30 de Brasília, dia em que estava marcado um acto nas ruas de protesto contra Bolsonaro e em defesa da educação, das empresas estatais e do serviço público, entretanto cancelado por conta da pandemia de Coronavírus.

“Panelaço” é uma manifestação que se tornou popular na América do Sul contra os governantes. Durante a fase terminal do governo de Dilma Rousseff, a cada comunicação presidencial ao país ouviam-se sonoros “panelaços”. Sob o governo de Bolsonaro foi a primeira vez.

C/Dn.pt

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