Mindelo Cidade

Caso suspeito de coronavírus de São Vicente deu positivo

O caso suspeito de coronavirus na ilha de São Vicente deu resultado positivo, anunciou a pagina oficial do Governo. Com este, eleva-se para sete confirmado com covid-19 em Cabo Verde e o primeiro em São Vicente. 

Trata-se de uma mulher, de nacionalidade chinesa, que se encontrava em internada em isolamento no Hospital Dr Baptista de Sousa em São Vicente, revela o ministério da Saude, realçando que a paciente está “estavel”. “Os procedimentos previstos na abordagem de casos suspeitos e positivos foram e estão sendo cumpridos”, acrescenta, prometendo mais explicações para uma conferência de imprensa a realizar este sábado.

O primeiro caso registado em Cabo Verde, recorda-se, foi o turista inglês, de 62 anos, que acabou por falecer na ilha da Boa Vista. O companheiro deste cidadão também apresentou resultado positivo e foi evacuado para Inglaterra. Ainda na ilha das Dunas, uma cidadã holandesa de 60 anos testou positivo. Ela foi evacuada para o seu país. Um quarto cidadão, desta feita técnico nacional que trabalhava num dos hotéis onde estes turistas estavam hospedados, foi contaminado e ainda está hospitalizado. 

Na cidade da Praia foram registados dois casos activos. Um homem, que tinha estado de férias na Europa, e a sua esposa. Os dois ainda estão internados no hospital Agostinho Neto e são considerados estáveis. 

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Cidade do Porto

Covid-19: Primeiro ministro pede confiança à diáspora na sequência da primeira morte no seio da comunidade em Portugal

O Primeiro-ministro José Ulisses Correia e Silva instou ontem as comunidades cabo-verdianas emigradas a se protegerem do  novo coronavírus, usando como a principal arma nesta “guerra” a garantia do cumprimento das regras, como evitar o ajuntamento, fazer a proteção individual e cumprir o isolamento social. “No momento em que se está a viver, em todo o mundo, uma das maiores crises de sempre, tanto sanitária como económica e social, quero endereçar à nossa comunidade emigrada no mundo inteiro uma mensagem de solidariedade”, disse o Chefe do Governo cabo-verdiano, que  falava numa comunicação gravada endereçada às diásporas espalhadas pelo mundo.

No comunicado, Ulisses Correia e Silva fez saber que a mensagem é de que as comunidades no estrangeiro respeitem as recomendações das autoridades sanitárias e da proteção civil onde estejam. Para Ulisses Correia e Silva, trata-se da melhor forma de se combater e ganhar esta “guerra”. Como enfatiza, está-se a lidar com uma doença contagiosa, pelo que as pessoas devem fazer o isolamento social e cumprir as quarentenas para que tudo termine e se possa voltar aos convívios com os familiares e amigos “com saúde”.

Apelo chegou já com uma morte em Portugal e duas em França

O apelo do Chefe do Governo cabo-verdiano chegou numa altura em que se registou oficialmente a primeira morte no seio da comunidade cabo-verdiana em Portugal, de acordo com as declarações prestadas ontem pelo Embaixador de Cabo Verde acreditado em Lisboa. De acordo com Eurico Monteiro, citado pela RCV, trata-se um cidadão cabo-verdiano, natural de Santiago, falecido esta quarta-feira na cidade do Porto vítima do novo coronavírus. O homem de 78 anos, de nome José Monteiro, tinha-se deslocado a Portugal para visitar os seus familiares.

Eurico Monteiro adiantou ainda que alguns familiares que conviveram de perto com a vítima apresentam já sintomas que levam a supor que  poderão estar também infetados por Covid-19.

Entretanto, num comunicado endereçado também à comunidade, o primeiro Secretário do PAICV-Portugal pediu igualmente aos cabo-verdianos para evitarem as convivências que, de acordo com Daniel de Pina, a comunidade tanto gosta de fazer. “A nossa comunidade privilegia muito a convivência em grupo, mas o momento desaconselha e exige a cada um de nós o cumprimento escrupuloso das normas impostas pelas autoridades das localidades onde cada um se encontra”, sublinhou Daniel de Pina, para quem cada um poderá contribuir com eficácia nesta luta em prol da vida humana seguindo as regras impostas pelas autoridades sanitárias.

João do Rosário (PT)

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Combustiveis

Todos os combustíveis com descidas acentuadas: Gasolina baixa 22,9% e petróleo 23,6%

Todos os combustíveis sofreram baixas acentuadas desde as zero horas de hoje, com maior incidência para a gasolina e o petróleo cujos preços diminuíram 22,9 e 23,64%, respectivamente. Com esta redução, hoje a gasolina está a ser vendida por 93,30 escudos o litro. 

A nova tabela divulgada pela Agência Reguladora Multisectorial da Economia (ARME) revela que o gasóleo normal está a ser vendido por 77,70 escudos o litro (-17,69%), o gasóleo para electricidade 62,50 escudos o litro (-21,09%) e o gasóleo para marinha a 52,40 escudos o litro (-21,67%). O Fuel 380 custa 54,70 Esc/L e o 180 57,40 Esc/L.

O Gás butano está a ser comercializado a granel por 110,70 escudos o quilo. Com isso, neste momento os consumidores pagam 316 escudos por uma garrafa de 3Kg, 664 escudos por uma de 6 kg, 1.384 por uma de 12 kg e 6.091 por uma de 55 kg. Significa que, quem correu para armazenar garrafas de gás em casa agora deve estar a lamentar. 

Segundo a ARME, que cita os dados publicados no Platts European Marketscan e LPGasWire, os preços médios dos combustíveis nos mercados internacionais, cotados em USD/ton, para dizer que, durante o mês de março es apresentaram descidas significativas durante o mês de Março (de 7, 75%), relativamente ao mês de fevereiro.

A gasolina e o petróleo diminuíram 22, 96% e 23,64%, respectivamente. Os preços do Butano, de Fuel 180 e Fuel 380 diminuíram 19,96%, 11,63% e 13,29%, respectivamente, o que corresponde, a uma redução média dos preços dos combustíveis de 18,99%, refere a ARME.

Março de ficou ainda marcado por uma tendência de descida das cotações do petróleo, num mês em que os mercados internacionais continuaram a seguir com preocupação a evolução dos efeitos na economia da pandemia causada pelo surto de covid-19, com consequências para sectores como o turismo e o transporte aéreo, o que tem reflexo directo na procura de combustíveis, acrescenta. 

A agencia lembra ainda que, conforme a resolução de 27 de Fevereiro, o Governo suspende, temporariamente, a aplicação do mecanismo de fixação de preços dos combustíveis prevista no Decreto-lei nº 19/2009 de 22 de Junho, no que concerne à fixação dos preços do Fuel 380 e do Fuel 180 de 01 a 31 de Março de 2020.

Os novos valores dos combustíveis regulados passam a vigorar de 01 a 30 de abril.

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Cadeia

Serviços prisionais abrem inquérito para apurar assassinato de recluso na cadeia da Praia

A Direção-Geral dos Serviços Prisionais e de Reinserção Social abriu um inquérito para apurar as circunstâncias que levaram à morte de um recluso na cadeia central da Praia ocorrido hoje de manhã, dia 31 de março. O caso já foi comunicado ao Ministério Público, à Polícia Judiciária, ao Tribunal da Comarca da Praia e familiares do malogrado, mesmo assim os serviços penitenciários querem saber como ocorreu o assassinato de Frederico Moreno, de 24 anos de idade.

Sabe-se até o momento que o jovem foi atingido por um artefacto cortante de fabrico artesanal, na sequência de um desentendimento com outro prisioneiro por volta das 10:40 horas no sector 3 do complexo II da cadeia central da Praia.

A vítima foi socorrida por agentes prisionais e levada para a urgência do Hospital Agostinho Neto, mas acabou por falecer antes de ser atendida por pessoal médico. Após o incidente foi feita a identificação do presumível agressor bem como a apreensão da arma usada no crime.

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Mindelo Av 5 Julho

Empresas e particulares podem beneficiar de moratória no pagamento de créditos bancários se provarem impacto negativo da pandemia

As empresas e pessoas singulares cujos rendimentos forem grandemente afectados por causa da pandemia poderão beneficiar de uma moratória dos bancos em relação ao pagamento dos créditos. A moratória, segundo o vice-Primeiro Ministro Olavo Correia, irá vigorar até 30 de Setembro deste ano, tendo por base um Decreto Lei a ser publicado após concentração entre o Governo e o Banco Central. No entanto, os potenciais beneficiários desta medida excepcional terão de fazer prova dos efeitos da pandemia nos seus rendimentos.

O Governo, em articulação com Banco Central, tendo em conta as medidas tomadas até agora em matéria de política monetária, e considerando as eventuais dificuldades no cumprimento normal das obrigações de pagamento de créditos por parte dos devedores do sistema bancário – sejam eles pessoas singulares ou colectivas, particulares ou empresas – quer conceder uma moratória até 30 de Setembro 2020, que prevê a proibição de revogação das linhas de crédito contratuais e a suspensão de créditos até o fim deste período”, afirmou Olavo Correia, em conferência de imprensa esta manhã.

Por outras palavras, salienta o responsável pela pasta das Finanças, quem for afectado pela pandemia – sejam as micro, pequenas, medias e grandes empresas e os particulares – e sentir dificuldades em honrar os créditos à habitação e aos demais empréstimos, será abrangido por essa moratória. Quanto às empresas e pessoas particulares que continuarem a receber as suas remunerações normalmente neste período de crise, Olavo Correia apela a que cumpram com as suas obrigações.

O ministro das Finanças revelou ainda que o BCV vai criar uma linha de financiamento para o sector bancário no valor de 45 milhões de contos. Deste modo, diz, os bancos podem ir buscar liquidez, a um preço inferior a 1 por cento, e repassa-la à economia. “Até agora, a Lei orgânica só permitia que o Banco Central concedesse empréstimo às instituições de crédito com prazo de até 1 ano. E um ano é muito curto face ao problema que estamos a viver hoje. Momentos excepcionais, medidas excepcionais, por isso será alargado o prazo de concessão de empréstimos às instituições de crédito até 5 anos para termos o tempo necessário para compormos o quadro financeiro pós-pandemia”, informa Olavo Correia, para quem esta é uma medida de grande alcance também por causa dos recursos financeiros disponibilizados e que rondam os 400 milhões de euros.

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Sentina

OMCV-SV felicita CMSV por manter abertas “sentinas” durante quarentena

A Organização das mulheres de Cabo Verde em São Vicente (OMCV) congratula a Câmara Municipal da ilha por deliberar manter o serviço de abastecimento de água nos fontenários e sentina municipais durante este período de Estado de Emergência provocado pelo Covid-19. Esta era uma grande preocupação, sobretudo para as famílias vulneráveis devido a falta de água nas casas para levarem as mãos e para se fazer a higiene pessoal, essenciais para combater esta pandemia.

A delegada da OMCV diz esperar que esta medida seja colocada em prática nas diferentes localidades para que todas as famílias sem água canalizada em casa continuem com acesso à este bem de primeira necessidade. “Esta já era uma preocupação nossa porque sabemos a quantidade de pessoas que não tem água em casa. Se as ‘sentinas’ não estiverem abertas, dificilmente um vizinho irá abrir a porta para lhes fornecer água, até porque isto seria desrespeitar uma medida de prevenção ao contágio”, relata Fátima Balbina.

Esta lamenta, no entanto, que algumas destas fontes públicas ainda estejam com as portas fechadas, colocando como exemplo a da Ribeirinha, perto da sua residência, onde diariamente “perambulam homens, mulheres e crianças,  com os seus pequenos depósitos de vazios, em busca de água”.

Por isso, pede que a autarquia reabra o posto, ao mesmo tempo que adote medidas de segurança para evitar aglomeração de pessoas nestes espaços, com risco de contágio ao novo Coronavirus.

Para além do abastecimento de água aos fontenários, a CM da ilha do Monte Cara decidiu manter ativo o serviço de recolha de resíduos sólidos, inclusive a recolha domiciliaria, assegurando na mesma deliberação que os funcionários devem usar equipamentos de proteção individual.

A fiscalização também irá manter-se, bem como o funcionamento dos cemitérios Nossa Senhora da Piedade e do Norte de Baía. O fornecimento de inertes a empresas de construção civil também continua operacional. 

Já os mercados municipais, não obstante continuarem de portas abertas, devem trabalhar com a metade da capacidade e sob vigilância da Fiscalização Municipal e da Polícia Civil, explica ainda o documento aprovado no dia 26.


Este estatuto, que foi aprovado por unanimidade pela CMSV em sessão  ordinária e que tem como base o Plano de Contingência, traz ainda outras medidas, designadamente o encerramento de todos os seus serviços de atendimento ao público. Reduz o horário de trabalho dos serviços de limpeza pública, que passa a funcionar só de manhã, bem como o número de “piquete” de saneamento básico e de esgoto e nas oficinas municipais.

Mantém ainda a interdição aos recintos desportivos municipais, lê-se ainda nestes plano de prevenção, com prazo até 17 de Abril. Este  deve ser, no entanto, reavaliado em alinhamento com as medidas do Governo.

Sidneia Newton (Estagiária)

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Aldeias SOS

Aldeias SOS disponibiliza espaços para isolamento no Centro Social do Mindelo

As Aldeias Infantis SOS Cabo Verde colocou à disposição da Delegacia de Saúde de São Vicente nove espaços adicionais de isolamento e tratamento de casos suspeitos ou confirmados de coronavírus no Centro Social. A estrutura tem disponibilidade para 22 camas, distribuídas por nove quartos, dos quais dois com casa de banho privativo. 

Em comunicado, a Aldeia SOS diz que, ciente do dever de colaboração de todos, decidiu colocar à disposição da Delegacia de Saúde duas residências do Centro Social em caso de necessidade de espaços adicionais de isolamento e/ou tratamento de casos suspeitos ou confirmados do Covid-19 em S. Vicente. 

“Esta estrutura das Aldeias Infantis SOS de Cabo Verde em S. Vicente encontra-se momentaneamente sem crianças, depois de os internos terem sido reinseridos nas aldeias de São Domingos e Assomada, na ilha de Santiago, nas suas famílias biológicas, no serviço militar. Parte foi ainda acolhida no Centro Irmãos Unidos como resultado da estratégia levada a cabo em 2018, em parceria com o Ministério da Educação, Família e Inclusão Social”, refere a coordenadora de comunicação. 

São 22 camas, distribuídas por nove quartos, dos quais dois com casa de banho privativo. A direcção desta organização garante que está a trabalhar junto das entidades da saúde e tem em marcha neste momento um Plano de Contingência para garantir a saúde e a segurança das crianças acolhidas e dos colaboradores.

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Jorge Carlos Fonseca

PR declara Estado de Emergência Nacional, mas adverte: “Não implica apagão democrático”

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, declarou o Estado de Emergência em Cabo Verde, que deverá vigorar a partir das zero horas do dia 29 de março e por um período de 20 dias, ou seja, até 17 de abril. Foi a primeira vez na história do país que se declara este estado por forma a permitir intensificar o combate ao coronavírus. Este vai dotar as autoridades dos meios legítimos e num quadro constitucional claro e seguro, conforme fez questão de afirmar o Chefe de Estado. JCF lembrou ainda que o Estado de Emergência, decretado de acordo com a Constituição e em nome dela, não implica um qualquer apagão democrático. 

Esta decisão ocorre, segundo o PR, após profunda reflexão, da auscultação de amplos sectores da sociedade, de consultar o Conselho da República e de, como determina a Constituição da República, ouvir o Governo e obter a autorização da Assembleia Nacional. “Na qualidade de Presidente da República, tomei, em consciência e com pleno sentido das responsabilidades, a decisão de  declarar o Estado de Emergência em todo o território nacional,  que vigorará pelo período de vinte dias, a partir das zero horas do dia 29, com o objectivo de defender valores e interesses fundamentais do país e da nossa comunidade, proporcionando às autoridades os meios legítimos para um combate mais alargado e eficaz a essa pandemia, num quadro constitucional claro e seguro” , frisou JCF na sua comunicação ao país.

O Estado de Emergência, admite, vai incidir, temporariamente, sobre o direito à liberdade, incluindo o direito à deslocação e à emigração, o direito ao trabalho e os direitos dos trabalhadores; os direitos à propriedade e à iniciativa económica privada; os direitos de reunião e de manifestação; a liberdade de culto. Não poderá, no entanto, afectar os direitos não abrangidos pelo decreto presidencial, sem falar os que a própria Constituição exclui da possibilidade de suspensão. “Apesar das restrições decorrentes da declaração do Estado de Emergência, a nossa Democracia continuará, pois, em funcionamento e todos os direitos, liberdades e garantias não abrangidos pela suspensão continuarão em plena vigência. Por exemplo, as liberdades de expressão e de informação ou a liberdade de imprensa,” pontua, realçando que esta medida não implica qualquer apagão democrática. 

O PR lembra que as situações de excepção constitucionais que legitima a suspensão de direitos, liberdades e garantias fundamentais são o mecanismo proposto pela CR para proteger estes valores. Admite que, temporariamente, estes valores possam ser suspensos para que as condições do seu pleno exercício sejam reconstituídos. Por isso mesmo, refere, a Lei Fundamental prevê que esta suspensão apenas possa ocorrer num estado de excepção e exclusivamente num quadro de excepção decretado e delimitado por órgãos de soberania estribados numa legitimidade democrática directa. “Aqui vale a ideia que tantas vezes tenho proclamado de que não há democracia fora da Constituição e muito menos contra a Constituição”, assevera.

JCF diz acreditar que este importante instrumento vai ser utilizado de forma adequada e de modo a contribuir para que, no mais curto espaço de tempo, a doença seja controlada e seja devolvido a tranquilidade às pessoas que constroem esta Nação. 

Estado de Emergência não mata o Covid-19

Para o PR, o Estado de Emergência não mata o Covid-19. É sim um instrumento que permite ao Governo adoptar as medidas necessárias para reprimir a propagação da doença. Neste sentido, segundo JCF, é imprescindível que todos cumpram as instruções que têm e continuarão a ser feitas ou impostas pelo executivo. “É o nosso comportamento, a nossa atitude diária, dentro de casa e nos espaços onde estejamos autorizados a circular que vence esta doença”, justificou, lembrando que a vida continua e que os desafios que enfrentamos no dia-a-dia não estão postos de parte. 

O Presidente apelou na sua declaração a que ninguém baixe os braços ao problema de alcoolismo porque, a seu ver, as tentações são maiores agora que as pessoas estão confinadas à casa, à ansiedade, à convivência restrita ao núcleo familiar. “O consumo de bebidas alcoólicas e outras substâncias psicotrópicas nestas situações tende a agravar e a potenciar o conflito. Mais uma vez, é a nossa atitude e a nossa responsabilidade para connosco próprios e para com os que nos são mais próximos e de nós dependem, como sejam os nossos filhos e familiares mais vulneráveis, que fará toda a diferença”.

O PR termina a sua comunicação dizendo que todos têm uma missão clara, de vencer esta ameaça contra a vida, uma ameaça que pode destruir a economia e o esforço feito como Estado há mais de 44 anos e como Nação durante séculos e séculos. “Grandes conquistas tivemos em todos os níveis e elas estão ameaçadas se não formos capazes de agir como um só, numa mesma luta por nós, pelo que somos e temos feito, e, especialmente, para garantir o nosso futuro. Estamos habituados a sacrifícios, eles não nos metem medo”, afirmou.

Cabo Verde, refira-se, regista até ao momento cinco casos confirmados de coronavírus. Três casos foram registados na ilha da Boa Vista, todos importados, dos quais um óbito e dois evacuados. Os dois outros foram na cidade da Praia, sendo um importado e um contagio local, o que significa que neste momento existem no país apenas dois casos confirmados de covid-19.

Constança de Pina 

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Coronavirus

Covid-19: Testes aos oitos casos suspeitos com resultados negativos

Os resultados dos testes feitos aos oito casos suspeitos anunciados ontem deram todos negativos, segundo o Director Nacional da Saúde, Artur Correia, no balanço diário feito no final da tarde de hoje na cidade da Praia. O estado de saúde do indivíduo do sexo masculino, o primeiro a testar positivo na Capital, inspira alguns cuidados, mas a esposa “está bem”, realçou.

Sendo assim, até o momento cinco pessoas testaram positivos para coronavírus no país, dos quais o cidadão inglês que morreu na ilha da Boa Vista. Destes, outros dois, a holandesa e o outro inglês, já regressaram aos seus países de origem, pelo que neste momento não há nenhum caso positivo na ilha das duas. “Neste momento temos apenas nove contactos com o caso de contaminação local, cujos exames estão em curso”, frisou. 

Os contatos, de acordo com Artur Correia, são as pessoas da família deste casal, designadamente os filhos, e também alguns colegas de trabalho da mulher. “Temos ainda três casos suspeitos que chegaram esta sexta-feira da ilha da Boa Vista ao Serviço Nacional de Vigilância Sanitária.”

Sobre os indivíduos que sairam da Boa Vista e que deviam ser apresentados esta sexta-feira ao Tribunal da Comarca da Praia, o DNS garantiu não ter qualquer informação. Este aproveitou, no entanto, para apelar as pessoas a respeitar na integra as determinações das autoridades nacionais. 

“Todos já conhecem as medidas adoptadas e muitas delas são duras, mas temos de as cumprir para podermos fazer este combate com firmeza e sucesso. Se não houver o engajamento de todos esta caminhada será mais difícil,” lembrou Correia, que aproveitou para desmentir informações de falta de equipamento de protecção no Hospital Agostinho Neto, na Praia.

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Varredores Rua 2

Funcionários de limpeza pública da CMSV exigem materiais de proteção individual e respeito pela sua dignidade

Cerca de quarenta funcionários de limpeza pública da Câmara de S. Vicente exigiram esta manhã o respeito pela sua segurança pessoal devido ao risco eminente de contágio pelo coronavírus. Reunidos na praça Dr. Regala, na cidade do Mindelo, afirmaram à reportagem do Mindelinsite que continuam a trabalhar sem máscaras, luvas e álcool-gel, quadro que contraria todas as normas emanadas pelas autoridades sanitárias. Aliás, relembram que estiveram numa sessão de esclarecimento promovida pela Câmara de S. Vicente, em parceria com a Delegacia de Saúde, foram aconselhados a lavar as mãos com frequência e evitarem entrar em casa com as roupas do trabalho, mas questionam como podem aplicar essas medidas sem boquilhas, luvas e álcool disponibilizados.

Grupo dirige-se à Câmara de S. Vicente

“Aquilo que nos disseram nesse encontro já todos sabíamos de tanto ouvir os conselhos pela televisão e a rádio. Mas como vamos aplicar essas medidas se não nos facultam equipamentos?! Ontem o Governo informou que o pessoal da Função Pública fica em casa, mas nós somos obrigados a vir trabalhar e correr o risco de sermos contaminados. Se não consigo retirar um lixo com a vassoura vou apanha-lo com as mãos. E depois?!”, diz Sandrina Sousa, para quem a classe está a ser explorada, muito em particular neste contexto de crise.

Segundo Isabel dos Santos, o pessoal de limpeza precisa urgentemente de protecção individual para não constituirem um grupo de risco por causa da sua actividade. Esta assegura que estão dispostos a trabalhar, mas noutras condições.

Steven da Graça relembra que boa parte dos varredores tem velhos e crianças em casa, que podem colocar em perigo se não usarem materiais de segurança individual. “Sabemos que, se ficarmos em casa, haverá mais lixo na cidade e mais risco de contaminação. Se não respeitarem a nossa dignidade como poderemos trabalhar?!”, indaga esse varredor.

Câmara de porta fechada

Os varredores de rua foram interceptados pela reportagem do Mindelinsite na Praça Dr. Regala, quando se preparavam para se deslocar à Câmara de S. Vicente em jeito de protesto. Os trabalhadores estavam pertos uns dos outros, contrariando todas as indicações sobre o distanciamento social. E foi complicado para o jornalista manter a distância durante as entrevistas.

Confrontados com esse aspecto, Steven da Graça respondeu que são um grupo unido, precisam continuar unidos e que nada lhes vai acontecer “com fé em Deus”. Dito isto, partiram para a Câmara de S. Vicente, que estava de porta encerrada.

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