Iate Ema

Iate encalha no ilhéu Raso: Mau tempo estará na origem do acidente

Um veleiro alemão de nome Ema encalhou anteontem à noite no ilhéu Raso. O mau tempo estará na origem do acidente, que aconteceu por volta das vinte horas.

Conforme o tripulante relatou às autoridades marítimas em S. Nicolau, sentiu que algo não estava a funcionar bem no motor, foi verificar o que se passava e em questões de minutos o iate foi arremessado para cima dos rochedos. O mar estava agitado, atirou o barco para cima das rochas, provocando sérios danos ao casco. Aliás, como o proprietário disse ao subchefe principal da Polícia Marítima em S. Nicolau, ilha para onde foi transportado por pescadores da zona da Salamansa, o veleiro já não tem recuperação.

Foto fornecida por Exequiel Conde

“Ele voltou ao local para ver o estado do iate, mas disse que já não há hipotese de ser resgatado”, informa Jorge Miranda Natividade. Este policial acrescenta que o iate Ema foi encontrado ancorado numa baía da ilha protegida de Santa Luzia e foi aconselhado pela Guarda Costeira a regressar a S. Nicolau, onde fez o desembaraço. Foi durante a viagem que acabou por sofrer o encalhe. Por sorte, o velejador alemão de 70 anos, que não sofreu ferimentos, foi encontrado por pescadores da Salamansa que o levaram para S. Nicolau, ilha onde ainda se encontra.

KzB

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Taxis

Taxistas trabalham em clima de medo em São Vicente e apoiam reforço á restrição de pessoas no país

Os taxistas em São Vicente encararam com naturalidade a medida do Governo de encerrar as fronteiras nacionais e adoptar mais medidas restritivas de circulação de pessoas, apesar de terem a noção de que o movimento irá decair ainda mais com a detecção do primeiro caso de infecção pelo coronavírus em Cabo Verde. Aliás, dois taxistas confirmaram esta manhã ao Mindelinsite que a facturação já atingiu níveis drásticos. Neste momento, dizem, se conseguirem dois mil escudos por dia já se dão por satisfeitos. Isto porque o movimento no aeroporto e no Porto Grande registou quebras sem precedentes.

Segundo profissionais entrevistados pela nossa reportagem, o clima em que trabalham é de medo e insegurança, sobretudo quando transportam turistas e cabo-verdianos vindos do exterior. No entanto, a situação era pior antes quando o controlo dos passageiros era menos rigoroso. “Eles chegavam sem nenhuma proteção e não sabíamos se traziam o vírus para o país, no entanto tínhamos que trabalhar, tocar nas suas bagagens para as meter no carro, por exemplo”, frisa o taxista Jota de Pina. Ao mesmo tempo que parabeniza o Governo, este condutor ressalta que algumas medidas, como o encerramento da fronteira a voos da Europa e outros países, deveria ser tomada há mais tempo. Jota admite, entretanto, que até hoje não usou nenhum tipo de proteção durante o serviço, mas pondera começar nos próximos dias a adotar medidas preventivas, mesmo sabendo que o número de clientes irá diminuir.

Até este momento, o citado taxista revela que sentiu a sua faturação diária cair cerca de 85% pelo que decidiu alterar a sua forma de trabalhar, ou seja, apostar agora em transportar passageiros locais para ajudar a manter o negócio nestes “tempos mais difíceis”, mesmo se tratando de um “transporte turístico”.

“Calu” Brito diz que registou também uma quebra substancial no movimento, sobretudo no número de turistas transportados por estes dias. “O medo às vezes nos impede até de trabalhar, mesmo tomando algumas precauções e neste momento se faturarmos três contos num dia já é bom.”

Sem ter como saber se os passageiros que desembarcavam no país estavam ou não doentes antes do encerramento das fronteiras aéreas e marítimas, Calú se apegava apenas à esperança de que tivessem passado por triagens durante a viagem e estavam saudáveis. Por isso, mesmo prevendo também tempos difíceis, acredita que o encerramento da fronteira era necessário.

A Associação dos Taxistas de São Vicente acredita que o movimento em geral deverá cair em mais de 5O porcento. À semelhança dos outros taxistas ouvidos pelo Mindelinsite, Belarmino Lima concorda com a medida de restrição da fronteira imposta pelo Governo.

“A maioria dos taxistas ia todos os dias para o aeroporto. Os restantes ficavam a rodar pela a desenrascar-se. Agora todos vão concentrar-se por aqui”, frisa Lima, ao mesmo que realça a necessidade de os taxistas seguirem normas de segurança transmitidas pelas autoridades nacionais. Pede, por exemplo, para não ligarem o ar-condicionado, para andarem com os vidros do carro abertos, desinfetar o carro com álcool nos locais em que os passageiros têm acesso e manter uma distância mínima das pessoas.

Sidneia Newton (Estagiária)

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Policia Judiciaria

PJ detém suspeito de coautoria de homicídio em S. Nicolau

O Tribunal da Comarca de S. Nicolau mandou para a cadeia um jovem de 21 anos suspeito de ser coautor de um homicídio ocorrido na madrugada do dia 8 de Março na praia de Telha, no concelho do Tarrafal. O indivíduo, residente em Tarrafal de S. Nicolau, foi detido na quarta-feira pelo Departamento de Investigação Criminal da PJ em S. Vicente, em cumprimento de um mandado emitido pelo Ministério Público da Comarca da ilha de Chiquinho.

Entretanto, a PJ capturou um homem de 30 anos em S. Vicente suspeito da prática de dois crimes de violência baseada no género, em concurso real com um delito de agressão sexual com penetração. O suspeito foi preso na localidade de Ribeirinha e a vítima foi sua ex-companheira, com quem residia. O suspeito ainda não foi apresentado a um juiz para legalização da detenção.

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CVA

Cabo-verdianos retidos em Fortaleza: CVA deixa em aberto possibilidade de realizar “voo especial”

A Cabo Verde Airlines está a avaliar a possibilidade de manter voos especiais, humanitários, de repatriação ou carga, por forma a garantir que o país não fique isolado. Esta foi a resposta enviada ao Mindelinsite pela companhia aérea de bandeira quando confrontada com a situação dos passageiros retidos em Fortaleza, Brasil, e que se dizem estar desesperados, sem dinheiro e em risco de serem “despejados” dos hotéis onde estão hospedados. 

Às questões colocadas por este jornal digital, e que refletem as preocupações das cerca de duas dezenas de radiantes que viajaram para o Brasil para fazer compras – e que deveriam regressar ontem para Cabo Verde no Boeing da transportadora – a CVA remeteu o Mindelinsite para uma nota emitida no início desta semana, na sequência da decisão do Governo de encerrar as fronteiras. 

No documento, a empresa diz apenas que continua em conversações com os principais accionistas e as autoridades locais para avaliar se é necessário manter voos especiais, humanitários, de repatriação ou carga, de forma a garantir que Cabo Verde não fique isolado e que os bens essenciais, como medicamentos, podem ser fornecidos. Entretanto este, em nenhum momento, refere a passageiros da transportadora retidos fora do país. 

Desde que as fronteiras foram encerradas são muitos os apelos feitos nas redes sociais, por pessoas idôneas, relatando casos de cabo-verdianos que se encontram no exterior impossibilitados de regressar, sendo o mais paradigmático o dos comerciantes retidos no Brasil. Hoje mesmo, a página do Provedor do Mindelo no Facebook divulgou um pedido de socorro deste grupo, na expectativa de que este chegue ao Ministério dos Negócios Estrangeiros. 

 “Estamos em Fortaleza em desespero. Temos colegas a chorar. Fomos informados pelas agências onde compramos os bilhetes que não há voos porque as fronteiras estão encerradas. O gerente do hotel onde estamos hospedados deixou-nos ficar ontem, mas e hoje??? Mais para frente?? Na rua???”, indica um desses passageiros no comunicado divulgado por esta página. Este prossegue dizendo que alguns colegas não têm dinheiro nesta altura, tendo em conta que já deveriam ter regressado. “Pedimos que o pessoal da Embaixada entre em contacto connosco. Estamos em desespero, com filhos e famílias abandonados. O pior é que aqui já há casos de coronavírus. Estamos com medo”, acrescenta a mesma fonte. 

Precavidos, estes comerciantes garantem que já tinham arrendado uma casa em São Vicente, onde deveriam permanecer em quarentena após o seu regresso ao país, pelo que lançam um apelo urgente no sentido de os ajudarem a chegar a Cabo Verde, lê-se na mensagem dos comerciantes e que conta com 19 assinaturas.

Constânça de Pina

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bens essenciais

Subida de preços será punida com pena de prisão, avisa a IGAE

A Inspecção-Geral das Actividades Económicas (IGAE) avisa que a alteração de preços dos produtos devido ao aumento da procura provocado por medo da pandemia de coronavírus será punida com penas que variam entre os seis meses a três anos de reclusão ou multa. O açambarcamento de produtos também dará direito a cadeia ou multas, que ascendem a 10 ou 20 mil escudos por dia.

Em comunicado emitido na manhã desta quinta-feira, a IGAE informa que a subida de preços dos produtos, sob qualquer pretexto e meio e com intenção de obter lucro ilegítimo de bens e serviços, é considerada crime de especulação. Neste sentido, explica, o operador que cometer este crime é punido com pena de prisão de seis meses a três anos ou com multa de 100 a 300 dias. A inspecção aconselha, por isso, aos operadores a afixarem os preços dos produtos por forma a garantirem informações aos consumidores. 

Na sequência, esta agência reguladora informa que o operador comercial pode recusar vender produtos em quantidades susceptíveis de prejudicar a justa repartição entre os clientes, em quantidades desproporcionais às necessidades ou volumes normais de entrega do vendedor. E ainda por falta de capacidade dos compradores para, face às características dos bens, assegurar a sua revenda em condições técnicas, ou para manter um serviço adequado pós-venda e por justificada falta de confiança do vendedor quanto ao pagamento no caso de vendas a crédito. 

“Esta colaboração dos operadores económicos é fundamental para a justa repartição dos bens essenciais e/ou de primeira necessidade”, indica a IGAE, isso numa altura em que, admite, no âmbito da prevenção de um eventual surto de coronavírus regista-se uma procura anormal e sem razão de bens essenciais e produtos de primeira necessidade. 

Neste sentido, a IGAE tranquiliza os consumidores, afirmando que as medidas de contingência anunciadas pelo Governo não influenciarão o abastecimento. Neste sentido, e em caso de ruptura de stock, avisa, os operadores comerciais têm obrigação de disponibilizar estes bens e produtos para consumo público, sob pena de estarem a cometer crime de açambarcamento. Já aos consumidores é aconselhado a aquisição habitual de bens e produtos para evitarem situações de açambarcamento. 

“O açambarcamento de bens e produtos essenciais ou de primeira necessidade é crime punível com pena de prisão de seis meses a três anos ou com pena de multa de 80 a 200 dias, no valor de 10 a 20 mil escudos/dia.”

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Prisão

Sal: Preventiva para suspeitos de homicídio agravado, aborto induzido e agressão sexual

Estão em prisão preventiva os dois suspeitos, uma mulher de 25 anos e um outro indivíduo detidos esta segunda-feira na cidade de Santa Maria, ilha do Sal, por pratica dos crimes de homicídio agravado, aborto induzido e agressão sexual.

Em nota enviada à imprensa, a Policia Judiciaria explica que, no caso da mulher, esta é suspeita de ter provocado um aborto e, depois, asfixiar o recém-nascido provocando a sua morte.

O corpo, prossegue, foi deixada numa das praias da cidade de Santa Maria, onde viria a ser encontrado. Já o segundo, refere, é suspeito de ter agredido sexualmente duas cidadãs estrangeiras, em janeiro e fevereiro, deste ano. 

Os dois detidos, refira-se, foram presentes esta terça-feira ao tribunal e foi-lhes aplicado como medida de coacção pessoais prisão preventiva.  

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CVA

Covid-19: CVAirlines suspende todas as ligações aéreas durante 30 dias

A Cabo Verde Airlines vai suspender temporariamente todas as suas actividades de transporte a partir de amanhã pelo período de pelo menos 30 dias. Esta medida – que surge horas depois de o Governo ter anunciado a proibição de voos com os vários países europeus, Estados Unidos e Brasil – está relacionada com o quadro do Covid-19 a nível mundial, que, como relembra a empresa, já chegou a 150 países. Estes, prossegue a administração da companhia, na sua maioria já impuseram proibições temporárias de viagens, o que obriga as transportadoras aéreas a pararem as viagens.

Na sua nota, a CVA relembra que Cabo Verde interditou voos para Itália no final de Fevereiro, o que obrigou a companhia a suspender as ligações para Roma e Milão. Além disso, sublinha, o Governo acaba de interditar todas as conexões aéreas com Portugal e os países europeus assinalados com o Covid-19, bem como para os Estados Unidos, Brasil, Senegal e Nigéria. Relembra ainda a CVA que recentemente esta empresa tinha suspendido voos para Washington, D. C. (EUA), Porto Alegre (Brasil) e Lagos (Nigéria), cancelando agora as rotas de Boston (EUA), Lisboa (Portugal), Paris (França), Dakar (Senegal), Fortaleza e Recife (Brasil).

Conforme o comunicado do Conselho de Administração enviado há instantes para a comunicação social, a companhia aérea tem estado a registar um número elevado de pedidos de informação dos clientes e assegura que está a fazer de tudo para dar as devidas respostas.

“A Cabo Verde Airlines lamenta o inconveniente causado a todos os passageiros e assegura a todos os passageiros e staff que a segurança de todos continuará a ser a principal preocupação da companhia“, assegura a CVA, que continua em conversações com os principais acionistas e autoridades locais para avaliar se é necessário manter voos especiais, humanitários, de repatriação ou carga, de forma a garantir que o arquipélago não fique isolado e que os bens essenciais, como medicamentos, possam ser fornecidos.

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Covid 19

Teste ao cidadão francês deu negativo: DNS anuncia novo caso suspeito em Porto Novo

O resultado do teste feito ao cidadão francês de 59 anos, internado no hospital da Ribeira Grande em Santo Antão, deu negativo, revelou hoje o Director Nacional de Saúde. Artur Correia aproveitou para anunciar um novo caso suspeito, desta feita no município do Porto Novo, também em Santo Antão.

Este novo caso suspeito, o oitavo em Cabo Verde deste o inicio desta crise global, é uma cidadã cabo-verdiana, 30 anos, residente na Suécia. Já o resultado do teste ao cidadão francês, que está há vários dias em isolamento no Hospital da ribeira Grande, Santo Antão, chegou e deu negativo. 

De referir que este último integrava um lote de mais outros dois suspeitos, uma mulher de 61 anos, natural de Cabo Verde e que tinha vindo da Suíça, e um segundo, um alemão de 76 anos. Ambos tiveram resultados negativos.

Antes Correia anunciara outros três casos, um homem de 49 anos e duas turistas, de 32 e 26 anos, na Praia. E ainda um primeiro caso, do escritor Germano Almeida, que também esteve internado no Hospital Baptista de Sousa, no seu regresso de Portugal onde participou num evento literário.

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Edmilson da Luz

Jovem mindelense pede ajuda ao Governo para entrar na lista de transplante em Espanha

Um jovem mindelense, que se encontra em tratamento na Espanha, pede a ajuda do Governo para entrar na lista de espera de transplante de rim. Edmilson da Luz, da zona de Lombo Tanque em São Vicente, foi para Portugal fazer tratamento de hemodiálise  e, após receber da Embaixada de Cabo Verde o veredito de que “não poderia entrar na lista de espera de transplante porque isso envolvia um custo acrescido” para esta representação diplomática, resolveu viajar para a Espanha para tentar salvar a sua vida.

“Os médicos em Portugal apresentaram-me a possibilidade de fazer um transplante. No entanto, quando fui pedir à embaixada um relatório, que era preciso incluir no processo, foi-me negado esta possibilidade. A funcionária que me atendeu disse que nem podia me facultar o documento. Deveria, primeiro, regressar para Cabo Verde porque só tinha ido fazer uma consulta”, lamenta Edmilson da Luz.

O relatório médico deste jovem mostra que, quando chegou em Portugal, apresentava um quadro clínico de mal-estar geral, náuseas, vómitos, cefaleia, edema e perda significativa de peso: de 15 quilos. Além disso, conta, sofria de uma grave anemia, com necessidade de transfusões, entre outros problemas graves que fragilizavam ainda mais sua saúde.

O ano passado, 2019, foi a segunda vez que Edmilson saiu de Cabo Verde para Portugal para tratamento. Da primeira vez, em 2017, só pode ficar naquele país luso por quatro meses, antes de ser mandado de volta para o arquipélago. Mas teve que regressar, pois  os problemas prosseguiam e os exames não tinham sido concluídos.

“Enquanto estive em Cabo Verde tive sepse, com perdas de memória por duas semana e problemas no pulmão. Não conseguiam diagnosticar as causas. Passava o meu tempo internado e, quando era enviado para casa, tinha que usar a todo tempo uma bomba de oxigénio”, diz este cabo-verdiano, que “grita” por socorro porque, afirma, quer viver. Quando percebeu que não havia condições de continuar em Portugal, a alternativa foi seguir para Espanha, onde vive a sua namorada.

Na Espanha, diz, está a receber todo apoio hospitalar, designadamente tratamentos e hemodiálise, sendo que cada sessão custa mais de mil euros. “Eles aceitaram tratar-me de graça porque colocaram a minha saúde em primeiro plano. Sabem que não tenho condições de pagar, ja que estou neste país sem documentos e, por isso, não posso trabalhar”, sublinha.

Hemodiálise

O jovem conta que os quatro anos de hemodiálise têm sido muito dolorosos. Felizmente, colocaram-lhe agora possibilidade de entrar na fila do transplante, mas para isso teria que se legalizar. É neste sentido que Edmilson pede ao Governo de Cabo Verde que intervenha e o ajude a tentar, por esta via, salvar a sua vida. “Tenho 29 anos. Sou muito jovem e quero viver. Sinto que a minha única hipótese é o transplante e, para isso, tenho que estar an lista. Mas, sem papel é impossível”, clama.

A pandemia de coronavírus que neste momento o mundo enfrenta é outra preocupação de Edmilson da Luz. Isso porque, afirma, a doença mostra-se particularmente mortal, sobretudo nos casos em que a pessoa sofre de doenças crónicas. Ao mesmo tempo, admite que a sua vontade, neste momento, era estar em Cabo Verde, próximo da sua família. No entanto, a sua condição o obriga a procurar fora o que o sistema de saúde nacional ainda não lhe oferece. 

Sidneia Newton (Estagiária)

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Batuque Mindelse e Academica

Regional de futebol de SV ao rubro: Académica, Batuque e Mindelense de olhos postos no título

A duas jornadas do final do Campeonato Regional de São Vicente,  o otimismo toma conta das três equipas que se encontram ainda na luta pelo título de campeão. Com 12 jornadas já disputadas, no topo da tabela está a Académica do Mindelo com 23 pontos, seguida pelo Batuque Futebol Clube com 22 e o Clube Sportivo Mindelense com 20. Mas a ansiedade vai ter de ser contida porque esta semana o campeonato cede lugar a Taça de São Vicente.

Carlos Machado, treinador da Académica, sente que a sua equipa está mais perto, mas ainda não encaram este campeonato como certo. “Temos dois jogos bastante complicados, o que nos faz pensar que estamos longe ainda do título. No último jogo teremos um confronto com um adversário direto nesta corrida pelo regional”, explica.  

Liderando o campeonato, este faz um balanço “bastante positivo” da época, dado que esperava da equipa um “novo comportamento”. Desde que começou a segunda volta que, diz, percebeu que o  campeonato ficou mais difícil, frente a adversários mais “empenhados”. No entanto, acredita que se vencer o próximo jogo, a ultima jornada será “mais calma”, com “menos pressão”, jogando pelo empate ou por uma vitória. 

De diferente que irá levar para o Adérito Sena para o final desta jornada, Machado destaca a dinâmica da equipa, de acordo com os adversários, mantendo  o mesmo modelo de jogo e sistema tático. E já está de olhos no “Nacional” pelo que antevê muito trabalho pela frente. Pede, por isso, aos adeptos para irem ao estádio apoiar esta jovem e empenhada Académica.

Batuque espreita deslize

A um ponto do líder, Piky ainda se adapta à equipa que treina há apenas três jornadas. “Nao considero o meu trabalho mais difícil por estar há pouco tempo com a equipa, em relação aos outros treinadores dos clubes adversários. Qualquer jogo é sempre difícil, o que conta é a motivação em trabalhar para melhorar a cada dia”, garante.

O “coacta” considera o desempenho da equipa tem sido positivo e mostra-se confiante com o trabalho que fazem a cada jogo. Por isso acredita que o Batuque poderá sagra-se campeão desta época. O próximo jogo que irá disputar é a Taça de São Vicente e o importante para este treinador é apresentar um bom futebol para levar a equipa a atingir os seus objetivos.

Mindelense “mira” novo título

Em terceiro lugar, mas com muita confiança, encontra-se a equipa do Mindelense. O treinador Rui Leite diz que depois dos atuais campeões nacionais terem vencido o “Torneio de Abertura” e a “Super Taça de São Vicente”, a expectativa para conquistar o campeonato é grande.

Acabamos por perder cinco jogadores que foram para o exterior, para procurar novas oportunidades na vida, e a equipa ressentiu um pouco. Por causa disso, tivemos muitas oscilações, com alguns empates. Mas somos a única equipa sem derrota. No entanto, temos marcado poucos golos”, lamenta o treinador da equipa da Rua d’Praia.

Apesar disso, Rui Leite sente que a equipa ainda está “dentro do campeonato”, a duas jornadas do final. A forma de estar da sua equipa, de pensar e encarar a época é com o objetivo de vencer sempre e por isso acredita “piamente” que o Mindelense poderá revalidar o titulo.

Temos que ganhar os nossos dois últimos jogos. Não depende só de nós, mas o calendário das equipas que estão na luta leva-nos a pensar que poderemos ganhar o campeonato, vencendo estas duas jornadas”, garante.

Para que o campeonato regional termine da melhor forma, Rui Leite aconselha serenidade aos colegas treinadores, que deixem de lado a arbitragem e as “coisas estranhas” que  têm vindo a acontecer nesta prova. “A arbitragem faz o seu trabalho e nós acreditamos nos nossos jogadores e fazemos o nosso trabalho. O resto é futebol”, remata Rui.

Sidneia Newton (Estagiária)

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