Bombeiros Ambulancia

Covid-19: INSP pondera mudar indicações sobre uso das máscaras pela população

As indicações sobre o uso das máscaras dadas pelo Instituto Nacional da Saúde Pública podem ser mudadas tendo em conta a nova orientação emanada da Organização Mundial da Saúde e a possibilidade de começar a haver transmissão local do novo coronavírus. Esta eventualidade foi admitida esta manhã por Maria da Luz, presidente do INPS, que esteve a acompanhar o Ministro da Saúde numa conferência de imprensa cujo ponto central foi a infecção confirmada de uma cidadã chinesa na cidade do Mindelo e que está a levantar dúvidas sobre a origem do contágio.

Segundo Maria da Luz, o uso das máscaras de protecção individual pela população deve ser adoptado consoante o contexto. E lembrou que a OMS recomendou no início da epidemia a utilização desse equipamento apenas pelas pessoas suspeitas de infecção, os doentes e os seus cuidadores, além dos profissionais de saúde. Isto, sublinha, num cenário em que não há registo de contágio comunitário.

“Tendo em conta que a situação epidemiológica está a mudar, vamos analisar o contexto e provavelmente daremos outras orientações sobre o uso das máscaras. Sabemos que elas devem ser usadas inevitavelmente pelos doentes e suspeitos porque são uma barreira que evita a dispersão das gotículas quando o doente tosse”, salienta a responsável do INSP, que não descarta a hipótese de o Instituto passar a aconselhar à população o recurso às máscaras. No entanto, adverte, essa medida será confirmada ou não com a devida urgência, após uma avaliação do quadro epidemiológico nacional.

Neste momento, segundo o Director do Gabinete dos Assuntos Farmacêuticos, Cabo Verde recebeu 110 mil máscaras no âmbito do projeto Alibaba, que foram distribuídas para todas as estruturas de saúde do país, a Proteção Civil e guardas prisionais. Entretanto, acrescenta, o Governo está a preparar a aquisição de mais máscaras e de outros equipamentos de proteção individual, com o apoio do Banco Mundial, e que pode assegurar um stock das necessidades em torno de três meses.

KzB

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Pedro Pires Instituto

Pedro Pires endereça carta aberta aos profissionais da saúde: “Vão sair melhores desta prova de fogo”

O ex-Presidente da República Pedro Pires disse numa carta aberta endereçada aos médicos e enfermeiros cabo-verdianos estar ciente de que vão sair desta “prova de fogo” muito melhores quer do ponto de vista humano, quer profissional. Na missiva publicada no website do Instituto com o seu nome, Pires enfatiza que todos vão conseguir ganhar esta enorme luta sanitária, uma das maiores da vida de Cabo Verde enquanto nação.

“Confesso que nunca pensei que pudesse conhecer uma situação dessas. Estava convencido de que as coisas piores por que passei eram um passado longínquo. Não se repetiriam. Vejo que foi uma esperança crédula e ingénua, porquanto, ao que tudo indica, não existe um percurso de vida perfeito e sem catástrofes, neste nosso mundo contraditório”, começa por escrever Pedro Pires, realçando que as desgraças têm sido e continuarão a ser “nossas companheiras de viagem”. “Temos é de aprender a conviver com elas e encontrar a melhor terapia.”

Mesmo assim, prossegue o ex-Chefe de Estado, não deixa de estar surpreendido e transtornado com o que tem estado a testemunhar. Segundo este combatente da liberdade da pátria, ora fica magoado e desencorajado com os acontecimentos, ora sente-se altamente compensado por atitudes de “grande generosidade e de amor pelo próximo”, vindas de profissionais da Saúde, mas também pela retribuição de gratidão manifestada pelos doentes. 

São factos que me têm tocado, emocionado e feito reflectir. O último desses casos passou-se num hospital de Madrid, quando uma doente curada se despedia com um largo sorriso de gratidão e os profissionais da saúde a saudavam com uma longa salva de palmas. Estavam proibidos de se aproximarem!”, relata Pires, para quem esta convergência e fusão de sentimentos humanos representa o que há de mais bonito na nossa vida. 

Pires confessa que ficou tocado por prova de afeição recíproca e essa cena levou-o a pensar nos profissionais de saúde cabo-verdianos, pelo que decidiu endereçar-lhes uma saudação de admiração, simpatia, carinho e solidariedade. Na mensagem realça que a missão desses técnicos, enfermeiros e médicos é “nobre e generosa”. Disso, diz, devem estar orgulhosos, pois fizeram uma “boa” escolha de missão e estão a proteger vidas e contribuir para a felicidade das pessoas. “O vosso trabalho de todos os dias traz alívio a centenas de pessoas que sofrem de transtornos e de doenças de vária natureza. A vossa dedicação é imensa. Isso não se paga com retribuições materiais. Paga-se, sim, com gratidão, solidariedade, afecto e carinho! E com gestos simples de simpatia e reconhecimento!”

Segundo o ex-PR, essa profissão, de natureza pacífica e humanitária, transforma-se por vezes numa actividade de risco, como está a acontecer neste momento de crise sanitária e humanitária mundial e que afecta também Cabo Verde. Como Pedro Pires relembra, a classe médica está a confrontar-se com uma situação nova e complexa, que encerra riscos. E o mais grave é que se trata de uma primeira experiência, o que certamente acaba por criar uma forte perturbação. Mas Pires mostra-se confiante na capacidade desses profissionais de ganhar traquejo e vencer esse desafio.

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PN Covid

Condutores de empresas abordados pela PN em SV não sabem como pedir autorização para livre circulação

Várias viaturas pertencentes na sua maioria a empresas foram ontem abordadas por agentes da Polícia de Trânsito em S. Vicente, no âmbito do Estado de Emergência declarado pelo Presidente da República por causa da pandemia do Covid-19. O objectivo era saber se os condutores estavam munidos de autorização para estarem a circular na via pública. 

Como a reportagem do Mindelinsite pôde constatar, quase nenhum veículo possuía o documento e tão pouco os condutores estavam ao corrente do canal que eles e as empresas deviam usar para o solicitar. Neste caso, os gestores deviam ter enviado um email para o endereço snpcb@mai.gov.cv e preencher um formulário com dados sobre os veículos pertencentes à respectiva empresa, número de identificação fiscal, matricula dos carros, percurso e local de residência dos condutores, período de circulação e escala de serviço.

Em princípio, a PN não apreendeu nenhum carro ontem em S. Vicente, ao contrário do sucedido na cidade da Praia onde mais de cem veículos ficaram retidos por alegada falta de autorização para estarem a circular neste período de Estado de Emergência. Aliás, esta intervenção da PN na Capital suscitou controvérsias sobre a sua legalidade. Para o jurista Geraldo Almeida, a Polícia violou o direito de propriedade, que, nas palavras dele, não foi abrangido por nenhuma lei ou decreto do Governo. Como realçou numa entrevista à TCV, quando a lei diz que as pessoas podem circular para adquirir bens significa que podem usar as suas viaturas para o efeito e para inclusivamente visitarem os seus familiares. O jurista diz que é preciso lembrar a finalidade do Estado de Emergência – que é combater a propagação do coronavírus – e, para ele, circular numa viatura não coloca em risco essa finalidade.

Já o magistrado Vital Moeda tem uma leitura diferente do alcance do Decreto Presidencial que veio restringir uma série de direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Um deles, recorda, é o da livre circulação na via pública com a imposição do dever geral de recolhimento domiciliário. A pergunta que se impõe, conforme esse Procurador da República, é se foi restringida apenas a liberdade de circulação das pessoas na via pública e ou equiparadas ou também se abrangeu também a circulação de carros na rodovia. A seu ver a resposta está no ponto 2 do decreto quando estabelece que os veículos particulares apenas podem circular nas situações de urgência ou para reabastecimento em postos de combustível.

Caso uma pessoa conduzir o seu veículo particular na via pública fora dessas condições poderá incorrer na prática do crime de desobediência ao dever de recolhimento domiciliário, na perspectiva de Vital Moeda. O condutor pode ser detido pelas Forças ou Serviços de Segurança e entregue ao Ministério Público no prazo máximo de 48 horas, que poderá promover o julgamento sumário no Tribunal. O carro apreendido deverá ser submetido a validação de um magistrado nesse mesmo prazo, sob pena de nulidade à luz do Código de Processo Penal.

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Droga PJ

Preventiva para indivíduo acusado de trafico de drogas de alto risco

O Tribunal de São Vicente deixou em prisão preventiva o indivíduo natural da ilha de Santiago, detido fora de flagrante delito em Madeiralzinho, suspeito da pratica em co-autoria do crime de trafico de drogas de alto risco. Mesma medida foi aplicada as duas mulheres que transportaram a droga e que foram detidas ao desembarcarem em S. Vicente.

De acordo com a Policia Judiciaria, a droga foi apreendida no dia 10 de março, durante uma operação de controlo de passageiros por via marítima no caís de cabotagem do Porto Grande. Na ocasião, foram ainda detidos outros dois indivíduos, ambos do sexo feminino, de 20 e 24 anos, ambos naturais do concelho de Tarrafal de Santiago e residem na cidade da Praia. 

Estas duas passageiras desembarcaram em S. Vicente de uma embarcação que fazia o percurso Praia/São Nicolau/São Vicente e traziam consigo duas malas contendo cerca de 26 quilos – 25.635 gramas – de cannabis, distribuídos em 60 bolotas de plástico. 

Todos os três detidos, o homem e as duas mulheres, vão aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva. 

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donativo

Covid-19: Cabo Verde já recebeu donativo enviado por bilionário chinês Jack Ma aos países africanos

Cabo Verde já recebeu o donativo do bilionário chinês Jack Ma, Alibaba Group, enviado a todos os países africanos para apoiar no combate ao coronavírus. São kits de testes, máscaras cirúrgicas, fatos de protecção, de entre outros. A informação foi avançada pelo Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva na sua pagina no Facebook.

De acordo com o Chefe do Governo, Cabo Verde recebeu 20 mil kits de testes, 100 mil máscaras cirúrgicas, mil fatos de protecção e mil máscaras faciais. “Os materiais chegaram à Cidade da Praia num avião da Ethiopia Airlines, estão sob a liderança do Ministério da Saúde e da Proteção Civil”, escreveu.

Todos estes equipamentos, de acordo com Ulisses Correia e Silva, serão distribuídos por todo o país, junto com outros materiais já adquiridos pelo Governo e oferecidos por outros parceiros internacionais e a diáspora cabo-verdiana. Em nome de todos os cabo-verdianos, prossegue Correia e Silva, do Governo de Cabo Verde e do seu nome próprio, agradeceu o Sr. Jack Ma e a sua Fundação pelo grande gesto. “Também agradeço ao Primeiro-ministro de Ethiopia @pmabiyahmed e a @ethiopian_airlines pela execução logística e solidariedade para com o povo cabo-verdiano”, acrescenta.

Ontem, o Hospital Baptista de Sousa em S. Vicente também recebeu uma doação em material hospitalar, designadamente ventiladores, monitores, televisores e acessórios, avaliada em mais de quatro milhões de escudos. A oferta foi feita por duas empresas sediadas na ilha, a Copa SA e Fonseca & Santos. Também neste caso, a direcção daquele estabelecimento de Saúde recorreu às redes sociais para agradecer.

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TAP

TAP prepara voo de repatriamento de portugueses da Praia

A Transportadora Aérea Portuguesa está a preparar um voo de repatriamento de portugueses para a cidade da Praia e um outro para Luanda, Angola. As operações estão previstas para esta sexta-feira, 27.

“A TAP, em estreita colaboração com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, solicitou aos governos de Angola e de Cabo Verde autorização para realizar mais dois voos extra que têm como objetivo continuar a trazer de volta a casa e às suas famílias mais de 400 portugueses, bem como transportar carga médica e humanitária”, lê-se num comunicado divulgado pela empresa.

Este diz ainda que “os voos, de ida-e-volta para Praia, em Cabo Verde, e de Luanda, em Angola, para Lisboa, estão previstos para sexta-feira, dia 27 de março”, acrescentando que “os voos já foram colocados em sistema, sendo que as reservas poderão ser feitas no site www.flytap.com, ou nas agências de viagens”.

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Imprensa

AJOC considera injustificável ameaça do Governo de criminalizar os OCS que divulguem “informações não verdadeiras” sobre coronavírus

A Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde considerou injustificável a ameaça do Governo de responsabilizar os órgãos de comunicação social que divulgarem “informações não verdadeiras” sobre o coronavírus. Esta associação que congrega os jornalistas nacionais lembra que o jornalista tem como dever primordial o respeito escrupuloso pelos factos e o direito dos cidadãos à verdade. Apesar disso, informa que solicitou, ainda hoje, um posicionamento da Autoridade Reguladora para a Comunicação Social em relação ao comunicado.

No documento divulgado na noite de ontem, a AJOC pede aos jornalistas para que continuem a observar os princípios e valores constantes o Código Deontológico. Diz ainda que a exclusiva submissão a essa carta de deveres é a principal arma no combate à teia de desinformação que campeia pelas redes sociais. “Para que os cidadãos continuem a ter acesso a uma informação verídica, oportuna e transparente sobre a pandemia do COVID-19, a AJOC pede aos jornalistas que reportem factos apurados através de fontes científicas confiáveis. Só assim será possível evitar especulações e o sensacionalismo, passíveis de criar um clima de alarme social, pânico e medo, o que só prejudica o combate eficaz ao vírus”, pontua.

Tentativa de controlo dos OCS

Neste sentido, diz ver com agrado o esforço do Governo no sentido de, finalmente, pôr de pé uma estratégia de comunicação no contexto de uma grave crise de saúde pública, com responsabilidades atribuídas a alguns actores centrais, nomeadamente o Chefe do Governo e os titulares das pastas da Saúde e da Protecção Social. Congratula ainda com o reconhecimento, por parte do Executivo, do papel que os meios de comunicação Social tem vindo a desempenhar, enquanto parceiros, na luta conta o COVID-19, a AJOC vê com preocupação a tentativa de controlo dos “veículos de informação” anunciada ontem em comunicado pelo Executivo.

Porém, afirma, ao ameaçar com responsabilização judicial os órgãos de comunicação social que “publicarem informações não verdadeiras neste momento de estado de contingência…”, segundo a AJOC, o Governo, para além de dar o dito por não dito em relação ao contributo da imprensa na luta contra o surto do novo coronavírus, responsabiliza-a pela disseminação de notícias falsas. “Trata-se de uma acusação ligeira e sem qualquer aderência à realidade e que outra intenção não tem senão o de silenciar a comunicação social e condicionar o trabalho dos jornalistas. A AJOC lembra que os limites à liberdade de imprensa estão devidamente assinalados na CRCV e na Lei da Comunicação Social”, lê-se no comunicado.

A AJOC deixa claro que concorda que a desinformação, as fake news, os boatos e os rumores minam a democracia e criam um clima de medo e de alarme social. Defende, no entanto, que este fenómeno só se combate com uma informação verdadeira, oportuna e transparente, e com uma aposta forte na literacia mediática. “O combate à informação não apurada jamais poderá fazer-se pela via da censura, mas sim pelo cumprimento das regras de ouro que norteiam o exercício da profissão de jornalista. A verdade da informação só se consegue mediante o acesso livre a informações confiáveis e, preferencialmente, pela diversificação de fontes. Por isso, a AJOC apela ao Governo a abrir todas as fontes de informação, de molde a que os jornalistas possam recolher os elementos necessários e imprescindíveis que lhes permitam noticiar com confiança”, avisa.

Perseguição à imprensa

Lembra ainda a organização que, à luz da CRCV, “aos jornalistas é garantido, nos termos da lei, o acesso às fontes de informação e assegurada a protecção da independência e sigilo profissionais, não podendo nenhum jornalista ser obrigado a revelar as suas fontes de informação”. E ainda: a instauração do estado de contingência “ou de outro que vier a ser declarado” (emergência ou sítio), não significa a suspensão ou fim da democracia, logo, da liberdade de imprensa. “Os períodos de excepção na vida das Nações, com graves prejuízos em termos de direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, em nome de outros valores constitucionalmente relevantes, quais sejam a segurança e a saúde pública, não autorizam os governos a desencantar medidas de má memória como ‘o delito de opinião’, ‘a lei do boato’, a ‘lei da rolha’, ou para a perseguir de forma implacável a imprensa”, lê-se.

Como forma de tranquilizar os  seus associados, a AJOC informa que solicitou ainda hoje um posicionamento com carácter de urgência à Autoridade Reguladora para a Comunicação Social em relação ao Comunicado do Governo. A entidade termina o seu comunicado recuperando as declarações do Director Geral da Federação Internacional dos Jornalistas, que diz que “a responsabilidade do jornalista perante o público tem precedência sobre qualquer outra responsabilidade. Os média podem aumentar a consciência pública em relação ao coronavírus por meio de reportagens que educam, alertam e informam adequadamente sobre a pandemia. Desta forma, eles também podem fazer parte da solução. É neste tipo de contexto que temos a oportunidade de demonstrar novamente aos cidadãos o valor da qualidade do jornalismo ético ”.

Constança de Pina

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manu dibango

Manú Dibango vítima mortal do Covid-19

O coronavírus Covid-19 provocou mais uma morte de vulto no mundo da cultura. Hoje, terça-feira, a doença vitimou o conhecido saxofonista camaronês Manu Dibango. O famoso artista faleceu aos 86 anos de idade em Paris, França, onde residia.

“Queridos pais, queridos amigos, queridos fãs, uma voz se eleva ao longe … É com profunda tristeza que anunciamos a morte de Manu Dibango, nosso ‘Papy Groove’, a 24 de Março de 2020 aos 86 anos, vítima do Covid-19”, confirma o editor Thierry Durepaire no Facebook. “Ele morreu nesta manhã num hospital na região de Paris”. O editor musical acrescentou que o funeral será realizado em estrita privacidade e um tributo à sua memória será organizado logo que possível.

O saxofonista foi um dos pioneiros do chamado “afro-jazz” e deixou marcas
indeléveis na música mundial, tendo também fundido o funk com a música
tradicional camaronesa. Dibango será lembrado por gerações, desde “Soul Makossa” de 1972.

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aviao voo

Regresso dos cabo-verdianos retidos em Portugal, Brasil e EUA previsto para amanhã

O processo de repatriamento dos cabo-verdianos retidos em Portugal, Brasil e Estados Unidos da América deverá acontecer amanhã, terça-feira, com voos afretados às custas do Estado de Cabo Verde e em ligações partilhadas. Quanto aos nacionais retidos noutros países, o Governo garante que as Embaixadas de Cabo Verde estão a fazer o acompanhamento da situação, sem no entanto revelar quando poderão regressar ao país.

No sentido inverso, estão previstas duas viagens da TAP nesta terça-feira para o transporte de passageiros portugueses retidos na ilha do Sal e na cidade da Praia. Está também agendado um voo afretado para S. Vicente para escoamento de cidadãos brasileiros para a terra do samba, que parte hoje, com escala no aeroporto Amílcar Cabral, no Sal.

“Para além dos portugueses e brasileiros, a esmagadora maioria dos outros
turistas estrangeiros retidos nos hotéis, em território cabo-verdiano, regressam aos países de origem até o
dia 25 de março“, garante o Ministério do Turismo e Transportes, em comunicado enviado à imprensa. Frisa a mesma nota que, decorrente da resolução do Conselho de Ministros relactiva à suspensão de voos para um conjunto de países europeus, americanos e africanos, entrada em vigor a 19 de Março, o Governo vem tomando medidas para facilitar o regresso dos cabo-verdianos retidos noutros países, assim como dos estrangeiros presentes no território nacional e que queira regressar ao seu local de residência.

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Iate Ema

Iate encalha no ilhéu Raso: Mau tempo estará na origem do acidente

Um veleiro alemão de nome Ema encalhou anteontem à noite no ilhéu Raso. O mau tempo estará na origem do acidente, que aconteceu por volta das vinte horas.

Conforme o tripulante relatou às autoridades marítimas em S. Nicolau, sentiu que algo não estava a funcionar bem no motor, foi verificar o que se passava e em questões de minutos o iate foi arremessado para cima dos rochedos. O mar estava agitado, atirou o barco para cima das rochas, provocando sérios danos ao casco. Aliás, como o proprietário disse ao subchefe principal da Polícia Marítima em S. Nicolau, ilha para onde foi transportado por pescadores da zona da Salamansa, o veleiro já não tem recuperação.

Foto fornecida por Exequiel Conde

“Ele voltou ao local para ver o estado do iate, mas disse que já não há hipotese de ser resgatado”, informa Jorge Miranda Natividade. Este policial acrescenta que o iate Ema foi encontrado ancorado numa baía da ilha protegida de Santa Luzia e foi aconselhado pela Guarda Costeira a regressar a S. Nicolau, onde fez o desembaraço. Foi durante a viagem que acabou por sofrer o encalhe. Por sorte, o velejador alemão de 70 anos, que não sofreu ferimentos, foi encontrado por pescadores da Salamansa que o levaram para S. Nicolau, ilha onde ainda se encontra.

KzB

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