Andebol SV

Covid-19: FCA pede às associações de andebol para suspenderem de imediato todas as competições

As actividades programadas pelas associações de andebol devem ser imediatamente suspensas até novas instruções, conforme um comunicado emitido esta manhã pela federação cabo-verdiana da modalidade. Esta medida, que surge horas depois de S. Vicente ter comunicado a decisão de cancelar o campeonato regional devido aos riscos de contágio pelo coronavírus, vem na sequência da pandemia do Convid-19 e em estrito respeito pelo Plano Nacional de Contingência anunciado pelo Governo

Conforme a nota assinada por Nelson Martins, presidente da FCA, a medida visa unicamente salvaguardar o bem-estar de todos os agentes da modalidade e contribuir para a saúde pública de Cabo Verde. Deste modo, o objectivo é evitar a aglomeração de pessoas e/ou a realização de actividades suceptíveis de aumentar o risco de contágio.

“Apesar de não se ter registado nenhum caso em Cabo Verde, jogar na prevenção é a medida mais acertada“, frisa a FCA. A federação aproveita para sublinhar que o fim da restrição será comunicado assim que as autoridades sanitárias e governamentais do país declararem haver condições de segurança para tal.
KzB

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Mindel Hotel

Turismo nas “mãos” do Covid-19: Taxas de ocupação hoteleira despencam em S. Vicente

Os hotéis de São Vicente já estão a sentir o impacto da pandemia Covid -19,  que levou ao encerramento das ligações com a Europa, o principal mercado emissor de turistas para a ilha, conforme o Mindelinsite pôde confirmar numa ronda pelas principais unidades de alojamento turísticos do Mindelo. As taxas de ocupação estão a despencar com o cancelamento de reservas individuais e de grupos. E as previsões para o mês de abril são “catastróficas”, o que levou a uma reunião ontem entre os operadores e a Câmara do Comércio de Barlavento (CCB).

Virna Ramos, directora do Oásis Porto Grande, confessa que, nesta fase, os efeitos do coronavírus estão a ser sentidos através do cancelamento de reservas, a título individual e de grupos, para o restante mês de março e abril. “Ainda não estamos em situação preocupante. Aliás, estamos com uma boa taxa de ocupação, isto é, acima dos 60 por cento. Mas, a nível da direcção, já estamos a considerar os cenários resultantes do prolongamento da pandemia. Temos de estar preparados para quando o vírus chegar a Cabo Verde. Não vejo como fugir disso tendo em conta que o nosso principal mercado emissor é a Europa, que está fortemente afectada pelo Covid-19.”

Enquanto isso, diz esta responsável, resolveram adoptar algumas medidas preventivas, nomeadamente reforçando a limpeza e higienização dos espaços, bem como o cancelamento de alguns espectáculos, na sequência da decisão anunciada ontem pelo Ministério da Cultura de das Indústrias Criativas de encerrar todos os espaços culturais do Estado e suspender toda a sua programação cultural. “Da nossa programação constava um espectáculo promovido pela Serenata Produções, no dia 21, que foi cancelado. Paralelamente, a direcção do hotel promoveu uma formação e senbilização. Temos disponibilizado álcool-gel para a recepção, cozinha, etc.”

Para Alexandre Novais, do Praza 3, a situação é catastrófica para este sector, que não tem para onde ir. No caso do seu empreendimento, por exemplo, os cancelamentos abarcam o restante mês de março mas, principalmente, abril. “Por enquanto, ainda estamos a receber um ou outro hóspede, mas abril está completamente cancelado. A nível da direcção ficamos preocupados em receber turistas neste momento porque temos os nossos recepcionistas, que são a primeira linha e estão expostos. Se chegar um casal de turistas de Madrid neste momento como é que o vamos receber?” Indica este hoteleiro, que diz não estar a vontade com esta situação. 

Tentamos ouvir ainda as direcções do hotéis MindelHotel e do Foya Branca, mas tal não foi possível. Entretanto, a preocupação é neste momento generalizada. Tanto assim é que ontem os operadores turísticos de S. Vicente tiveram duas reuniões, sendo a primeira com a Câmara do Comércio de Barlavento e o segundo com o Conselho Superior das Câmaras do Comércio. O objectivo, ao que conseguimos apurar, foi articular uma posição comum para expressar junto do Governo. “Vamos articular porque toda a gente tem de dar a sua contribuição. Só assim poderemos aguentar. A situação é deveras complicada e, neste momento, não sabemos para onde vamos e até quando vai persistir”, diz uma fonte ouvida por Mindelinsite. 

Situação no Sal preocupa Câmara de Turismo

A nível da ilha do Sal, de acordo com o presidente da Câmara do Turismo de Cabo Verde, ontem realizaram um encontro com a Direcção-Geral do Turismo, a Delegacia de Saúde e os hoteleiros, que deverá ser repetida esta terça-feira na ilha da Boa Vista. “Estamos a seguir todas as directrizes do Governo. A ideia destes encontros é passar informações relativas ao desenvolvimento do Plano de Contingência em todas as empresas de uma forma geral,” refere.

Instado sobre o impacto do Covid no sector hoteleiro salense, Gualberto do Rosario confirma que a procura está a diminuir. “O nosso principal mercado emissor de turistas é a Europa e o único país que continua aberto é o Reino Unido. Isto está a ter um impacto tremendo no Sal, tendo em conta que o Reino Unido detém apenas 19% do nosso mercado”, esclarece o presidente da Câmara de Turismo, que assenta esta sua analise nos cancelamentos de reservas nas diversas unidades hoteleiras. “Acredito que a taxa de ocupação vai reduzir e ainda no decurso do mês de março e vai despencar em abril.”

De referir que estas previsões foram feitas antes do anuncio das medidas excepcionais ao Plano de Contingência, que decidiu a meio da manhã de ontem interditar as ligações aéreas, com efeito a partir desta quarta-feira, com Portugal e todos os países europeus assinalados com epidemia de Covid-19, e ainda com os Estados Unidos, Brasil, Senegal e Nigéria. Esta interdição vigora por um período de três semanas. De fora ficam apenas os voos cargueiros e os de regresso de cidadãos em férias ou em serviço no arquipélago aos seus países de origem ou de residência. 

Constânça de Pina

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Foto: CMjornal.pt

Brasil: Técnico Jorge Jesus aguarda contraprova de coronavírus

O treinador português Jorge Jesus, 65 anos, pode estar infectado com o novo coronavírus. Conforme nota de imprensa do Flamengo, clube brasileiro sob o seu comando, a comissão técnica e funcionários do departamento de futebol foram submetidos a testes e o resultado de Jorge Jesus foi “positivo fraco ou inconclusivo”. Para descartar as dúvidas, o técnico luso aguarda o resultado da contraprova, que pode ser conhecido esta terça-feira. Os exames deram negativo para as restantes pessoas ligadas ao Mengão.

“O Mister está sob os cuidados do departamento médico do Flamengo e apresenta quadro estável de saúde. A diretoria reitera o compromisso durante a pandemia do Coronavírus e anunciou a suspensão dos treinos da equipe profissional e das categorias de base ao menos por uma semana“, diz a nota do Flamengo, clube que assumiu o compromisso de seguir as orientações do Ministério da Saúde brasileiro durante a pandemia do Covid-19 e já suspendeu os treinos.

Por seu lado, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) realizou uma reunião na sua sede, na manhã desta segunda-feira (16), e definiu que o Campeonato Carioca vai paralisar por 15 dias devido a pandemia.

C/Esporteinteractivo.br, CMjornal.pt e Globo.com

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Covid 19

Resultado das análises de cabo-verdiana internada no HAN deu negativo

O resultado das análises feitas a cidadã cabo-verdiana vinda da Suíça deu negativo. Com este, já são os três suspeitos que não se confirmam para coronavírus, o que significa que Cabo Verde continua sem caso confirmado de Covid-19.

Esta informação foi avançada pelo Governo em comunicado, que refere ainda que continua a aguardar os resultados dos demais casos suspeitos, sendo que todas as amostras foram enviadas para o Instituto Ricardo Jorge em Portugal. 

A expectativa é sobretudo em relação ao cabo-verdiano, que integrou a lista dos primeiros suspeitos e que continua internado no Hospital Baptista de Sousa. Falta saber ainda o resulta das analises do alemão de 76 anos, que se encontra na ilha da Boa Vista, e do indivíduo de nacionalidade francesa, de 59 anos, que está na Ribeira Grande de Santo Antão e que apresentou sintomas compatíveis com a doença. 

Cabo Verde, refira-se, contabiliza até o momento seis casos suspeitos de coronavírus. Mas, felizmente, continua sem nenhum caso confirmado.

O Director Nacional de Saúde, Artur Correia, informou ainda que se aguarda a chegada ao país dos kits técnicos para se realizar, localmente, ou seja no no Instituto Nacional de Saúde Publica, o despiste. 

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Paridade

Observatório da Cidadania assinala aniversário com debate sobre Lei da Paridade

As deputadas Celeste Fonsceca (MpD) e Doriana Pires (UCID) são as duas principais intervenientes num debate sobre a Lei da Paridade, que o Observatório da Cidadania Activa agendou para assinalar o seu primeiro aniversário na cidade do Mindelo. A ideia, segundo Orlando Lima, presidente do Observatório, é confrontar as posições das duas parlamentares sobre essa matéria pela sua importância e impacto nas eleições autárquicas, que vão acontecer este ano.

“A Lei da Paridade marca um momento histórico na nossa Democracia porque vai permitir uma maior presença das mulheres nos cargos e na esfera política. A nosso ver, prestigia a democracia cabo-verdiana. No entanto, o nosso propósito é conhecer as posições e visão dessas duas deputadas, cujos partidos votaram o projecto-lei de forma diferente”, explica esse jornalista de profissão, lembrando que o MpD apresentou e votou a favor da proposta, enquanto a UCID se posicionou contra a aprovação dessa lei.

Os democratas-cristãos basearam a sua discordância no artigo sexto da referida lei, que, conforme disse o deputado António Monteiro no Parlamento, impõe a rejeição das listas dos partidos às eleições pelos tribunais, caso não respeitem a proporção 40/60 entre mulheres e homens. A preocupação do presidente da UCID tem a ver com os partidos fora do arco do poder que possam enfrentar dificuldades em cumprir esse quesito legal e serem arredados do combate político nas urnas.

O debate, que está marcado para segunda-feira às 10:30 no pátio do Centro Cultural do Mindelo, será mediado pela professora Celeste Fortes e, ciente da pertinência do tema, Orlando Lima apela à participação do público mindelense. A seu ver é fundamental que a sociedade cabo-verdiana tenha em mente o impacto que a nova lei terá na vida política dos partidos e do país.

“Este primeiro ano de existência foi de adaptação do Observatório ao terreno, conhecer as instituições e dar-nos a conhecer. Percorremos o país, efectuamos visitas e recebemos a de parceiros importantes, como do Provedor da Justiça”, revela Lima, para quem o próximo desafio do Observatório será o da sua afirmação no contexto nacional e reforçar o exercício da cidadania em Cabo Verde. É com este propósito em mente que membros desse organismo vão acompanhar de perto as eleições políticas que irão acontecer em 2020 e no próximo ano, em colaboração com a Comissão Nacional de Eleições.

O Observatório celebra o seu primeiro aniversário sob o slogan “Cidadania Activa, um olhar sobre Cabo Verde” e pretende desenvolver um conjunto de actividades no mês de Maio, que irão culminar com a entrega de um certificado de excelência a um grupo cujo nome não foi ainda revelado.

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andebol

Andebol SV: Atlético começa Sábado defesa do título masculino frente ao Comando

O campeonato regional de andebol de S. Vicente arranca este Sábado com o calendário a determinar os jogos Amarante-Farense, em feminino, e Comando-Atlético, no escalão sênior masculino. No Domingo, a formação feminina do Atlético defronta a equipa do Farense, enquanto a Real Sociedade (ex-Liceu Ludjero Lima) entra em campo para enfrentar os rapazes do Farense. O Batuque fica de fora, na prova masculina.

Após vencer o Torneio de Abertura em masculino e feminino, o Atlético começa depois de amanhã a defesa do título regional de S. Vicente nas duas frentes. O clube liderado pelo técnico Aquilino Fortes, que também detém os ceptros nacionais nos dois escalões, será o alvo na mira dos adversários, mas promete ser um osso duro de roer, principalmente no campo masculino. 

Esta época, o campeonato registou uma reduçāo de equipas – que passaram de cinco para três em femininos e de seis para cinco em masculinos -, mas, segundo Luis Fortes, presidente da AASV, essa quebra nāo irá colocar em questão a capacidade dos representantes de S. Vicente de disputar o título nacional nas duas categorias. “Essa quebra é preocupante, mas entendo que nāo irá ter implicação na performance das nossas equipas nas provas nacionais. Isto só poderia acontecer se houvesse uma redução drástica do número de jogos, o que nāo será o caso”, frisa Luis Fortes, para quem os atletas mindelenses continuam a demonstrar uma boa capacidade competitiva. 

Apesar disso, Fortes mostra-se preocupado com o futuro da modalidade em S. Vicente. Para ele, é urgente dinamizar os escalões de formação sub-12 a sub-19. Uma tarefa que, diz, deve ser desenvolvida pelos clubes com a colaboração da AASV. “Compete aos clubes formar equipas e à associaçāo o dever de organizar provas”, salienta. 

Este ano, segundo Luis Fortes, S. Vicente nāo vai assumir a organização de nenhuma prova nacional, depois de a região ter sido palco nas duas últimas temporadas dos campeonatos feminino e masculino, respectivamente. No entanto, lembra, enquanto detentora dos títulos nacionais em masculino e feminino, a ilha do Monte Cara terá direito a quatro equipas na prova, duas para cada escalāo. A seu ver isso será um grande incentivo para a disputa do campeonato regional.

A competiçāo regional masculina terá duas voltas e duas fases nos play-off, enquanto a feminina será disputada em quatro voltas, com apuramento de apenas duas equipas para os play-off, à melhor de cinco jogos.

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Foto: www.extractdesign.com

Emprofac passa a fazer entregas a farmácias de Santo Antão em viatura com sistema de climatização

A Emprofac fará hoje às nove horas o primeiro abastecimento de medicamentos às duas farmácias da ilha de Santo Antão numa viatura com sistema de climatização. A entrega estará sob a responsabilidade da direcção regional de Barlavento em S. Vicente, mas, conforme enfatiza a Empresa Nacional de Produtos Farmacêuticos, será ainda a título experimental.

“A empresa concluiu recentemente a renovação da sua frota, que passou a dispor de viaturas com sistema de climatização para a distribuição de medicamentos e outros produtos farmacêuticos às Farmácias e Hospitais, de forma a garantir o correto circuito de acondicionamento e transporte, conforme obriga as normas internacionais de Boas Práticas de Distribuição e Transporte de medicamentos”, salienta a Emprofac.

A empresa relembra que, depois das farmácias da Praia, interior de Santiago e Mindelo, os estabelecimentos sediados em Santo Antão passam a estar também contemplados com fornecimento de produtos em carros equipados com controlo de temperatura, reforçando assim a distribuição de medicamentos seguros, eficazes e de qualidade aos utentes da ilha das montanhas.

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ATR CVA

Passageiros da CVA enfrentam dificuldades para sair de S. Vicente: Raul Andrade admite problemas devido a ausência do ATR 42-300

Os passageiros da Cabo Verde Airlines (CVA), sobretudo os que compraram
bilhetes internacionais online, estão a enfrentar enormes constrangimentos parachegar à ilha do Sal e seguir viagem para os países de acolhimento. A situação ficou particularmente tensa durante o Carnaval, tendo em conta o aumento da procura por voos domésticos. É que a Binter optou por priorizar os seus clientes. A CVA, através do seu director para vendas e marketing, Raul Andrade, diz apenas que a empresa vende bilhetes até a ilha do Sal, mas reconhece que estes problemas resultam da retirada de linha do avião ATR.

O Mindelinsite conversou com pelo menos quatro passageiros
que deveriam regressar à Europa na CVA e viveram dias de stress em S. Vicente, antes de conseguirem finalmente viajar. “Compramos os nossos bilhetes online e não tivemos nenhum problema na vinda. No regresso, primeiro fui informada de que a minha viagem tinha sido cancelada, tentei falar com a CVA mas, infelizmente, a empresa não possui representação nesta ilha. Telefonei para todos os números, inclusive para um telemóvel que me foi disponibilizado na ilha do Sal, mas nunca ninguém atendeu as chamadas”, relata uma das nossas fontes, que diz ter entrado em pânico.

É que, afirma, trabalha e o seu filho está na escola, pelo que não podia
permanecer nem mais um dia em Cabo Verde. Desesperada, conta, deslocou-se diversas vezes ao aeroporto para tentar comprar uma passagem na Binter. Conseguiu viajar, mas acabou por alongar as suas férias por mais três dias. “Felizmente conheço a nossa companhia aérea, pelo que tinha comprado uma passagem de regresso com boa margem para poder viajar sem problemas de maior. Foi a minha a minha salvação.”

Já uma outra fonte revela que, após horas ao telefone sem qualquer resposta concreta, teve de recorrer a “favores” de conhecidos para conseguir sair de S. Vicente. “Fui informada que a Binter estava com todos os voos cheios e que era impossível viajar antes do dia 06 de março. O problema é que eu tinha de me apresentar no meu trabalho no dia 01. De imediato, telefonei para a minha empresa e pedi para alongar as minhas férias. Enquanto isso, tentei de todas as formas embarcar e, por sorte, consegui um lugar num dos voos da Binter para a ilha do Sal. Lá segui num dos voos da CVA e, pelo menos, consegui chegar em casa no dia previsto”, frisa.

Confrontado com estas situações, o vice-presidente para a área de vendas e
marketing da Cabo Verde Airlines, Raul Andrade, limita-se a dizer que a empresa continua a vender bilhetes apenas até ao Sal. As “self-connections”,
garante, são feitas com a companhia parceira na operação doméstica, por opção e interesse de cada cliente, em função das ligações existentes. Quanto ao facto de a companhia não possuir agências em S. Vicente para apoiar e orientar os passageiros, este lembra que os bilhetes são vendidos, na sua grande maioria, pelos parceiros da CVA, agentes de viagens e vendas online.

Relativamente à responsabilidade e aos custos que os passageiros são
obrigados a arcar, o vice-presidente para as áreas de vendas e marketing
garante que a empresa tem vindo a proteger os clientes para o seu destino
final. Todavia, prossegue, quando há falta de lugares para protecção, opta por executar voos com o Boeing 757 para diminuir a pressão. Entretanto, apesar de inicialmente tentar mostrar que a situação está tranquila, Raul Andrade acaba por admitir que estes problemas resultam da retirada do ATR, que espera ver resolvida brevemente.

O ATR 42-300, que assegura as ligações do “hub” doméstico criado
com a Lease Fly e Newtour, está em processo de licenciamento deste o dia 05 de Fevereiro para passar para registo cabo-verdiano. Por causa disso, suspendeu os voos internos. 

Em comunicado emitido na altura, a CVA garantia que o aparelho iria retomar as operações em meados do mês, o que não aconteceu até agora. O documento realçava ainda que a parceria estratégica entre a CVA, a Lease Fly e a Newtour teve inicio em Agosto de 2019 por forma a garantir ligações do Sal para as ilhas de Santiago, S. Vicente e Fogo e assim conectar as restantes ilhas ao “hub” internacional.

Constança de Pina

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UCS

PM preside atelier de validação do Plano de Prevenção e Controlo do Covid-19

O Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva preside esta terça-feira, 10, a abertura do atelier de validação do Plano Nacional de Prevenção e Controlo do Covid-19, que estará a cargo do Director Nacional da Saúde. Artur Correia. Em nota emitida pelo gabinete de imagem do Governo, este informa que o plano pretende ser um documento orientador das acções de prevenção e controlo desta doença. 

O encontro congregará diferentes actores e visa apresentar e validar este plano, adoptando como instrumento de combate ao coronavírus, lembrando que o Governo já aprovou, por decreto, um Plano de Emergência para a luta contra o Covid-19, orçado em 77 mil contos e que prevê, essencialmente, a compra de equipamentos. 

Em relação ao Plano de Prevenção e Controlo do Covid-19, diz a nota de imprensa, contextualiza a epidemia, define as responsabilidade aos níveis central e descentralizado, e descreve a organização da resposta, numa perspectiva multissectorial e pluridisciplinar. Tudo isso para permitir uma abordagem que enfatiza o compromisso do Ministério da Saude, mas também a responsabilidade dos demais actores no processo de facilitando das normas e procedimentos.

Estas medidas visam, segundo o Governo, a detecção precoce da entrada do Covid-19 do país, o seguimento de viajantes provenientes de países de transmissão activa da doença e implementação de acções a nível da Estratégia Nacional de Comunicação para o empoderamento da população. 

Neste sentido, o plano prevê a realização de refere, actividades formativas e de sensibilização dos profissionais e de todas as forças vivas, para enfrentar a epidemia e apresenta vários anexos normativos e em sintonia com as recomendações da Organização Mundial da Saúde. 

De referir que, um pouco por todo o país, estão sendo promovidas palestras para esclarecer as pessoas sobre o Covid-19.

Constança de Pina

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Helga Pina Fernandes

Emigrante Elga Fernandes apresenta “Nosagenda”: Revista destaca cultura e figuras cabo-verdianas

A emigrante Elga Fernandes está em S. Vicente para ver a possibilidade de fazer a apresentação o quanto antes de “Nosagenda”, uma revista que lançou na Holanda e aborda fundamentalmente a cultura e história de figuras cabo-verdianas. No entanto, Fernandes viaja hoje para Santo Antão, onde já tem agendada uma sessão pública de lançamento da publicação no dia 8 de Março, no município do Paul, na Casa Maracujá. O palco seguinte será a cidade da Praia, em Santiago, sua ilha berço, na Livraria Pedro Cardoso.

“Quero mostrar este trabalho em todas as ilhas e onde há emigrantes, por isso gostaria de estabelecer contactos e ver onde e como apresentar a revista em S. Vicente”, diz a emigrante, que tomou a iniciativa de apostar na revista após constactar que há várias figuras cabo-verdianas espalhadas pelo mundo, mas cujas histórias são parcialmente conhecidas. A intenção é compilar e apresentar os relatos dessas vidas numa revista graficamente elegante.

Lançada em Junho de 2019, a publicação já vai na segunda edição e o próximo objectivo é aumentar a periodicidade de duas para três vezes ao ano e mais tarde que saia nas bancas de três em três meses. Isto porque, conforme Elga Fernandes, há cada vez mais histórias para contar e informações sobre a cultura cabo-verdiana que merecem ser registadas.

“Sempre gostei de mostrar o que Cabo Verde tem, por isso atribuo muita importância a este veículo, que pretende ser o espaço de compilação de acontecimentos e pessoas inspiradoras”, frisa Elga Fernandes, que não tem formação em Jornalismo, mas que arriscou pegar no projecto ciente de que poderia encontrar ajuda.

Hoje tem uma equipa de três pessoas e conta com a colaboração de pessoas que se disponibilizaram para corrigir os textos em português e fazer a tradução dos mesmos para inglês e holandês. Para ela, esse contributo é fundamental porque permite garantir a produção de material e aumentar a qualidade da revista. Como diz, “Nosagenda” pretende ser uma ponte entre Cabo Verde e os cabo-verdianos no mundo, daí já ter levado a revista para recantos como Inglaterra, Luxemburgo, França, Itália e Portugal, além da Holanda, a sua base.

Kim-Zé Brito

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