Bombeiros Ambulancia

Covid-19: Autoridades sanitárias aguardam ainda resultados das amostras dos casos suspeitos da Boa Vista, Praia e S. Vicente

O número de casos suspeitos e de infectados com o Covid-19 em Cabo Verde manteve-se inalterado hoje, pelo sexto dia consecutivo, mas isso deve-se ao facto de as autoridades sanitárias ainda não terem recebido os resultados das amostras das pessoas sob observação na Boa Vista (7), Cidade da Praia (1) e em S. Vicente (1). No balanço diário de hoje, Jorge Barreto, director do Serviço de Prevenção e Controlo de Doenças, relatou que as análises estavam a ser processadas e que os resultados das mesmas podem ser conhecidos hoje ou mais provavelmente amanhã. Assim sendo, esse médico realçou que o número de pessoas contagiadas com o novo coronavírus continua a ser seis, sendo quatro na Boa Vista – com um óbito – e duas na cidade da Praia e há ainda nove casos suspeitos.

A demora na chegada das amostras, segundo Barreto, está relacionada com os condicionamentos nas viagens inter-ilhas impostas pelo Estado de Emergência, mas deixou claro que as autoridades sanitárias têm toda a urgência em conhecer esses dados para poderem saber a amplitude do problema e tomar as medidas adequadas. O certo é que, diz Jorge Barreto, todos os indivíduos que tiveram contacto com as duas pessoas infectadas na cidade da Praia foram submetidos a rastreio e os resultados foram negativos. Por outro lado, os suspeitos retidos nos hotéis na Boa Vista e no Sal continuam a cumprir a quarentena obrigatória e podem sair daqui a uma semana, se não apresentarem sintomas típicos da Covid-19. Algumas das pessoas que estavam a ser seguidas nas suas residências já estão, entretanto, livres da quarentena.

No entanto, a grande preocupação é se pode haver gente infectada e assintomática a circular sem que as autoridades saibam. A pergunta é se haverá a necessidade de as pessoas suspeitas e que ainda não apresentaram sinais da doença serem submetidas a novos testes. Em relação a esse aspecto, Jorge Barreto realça que, se as pessoas continuarem assintomáticas após o período de incubação do vírus, não deverão ser submetidas a novo exame laboratorial. “Se estiverem assintomáticas, à partida não haverá a necessidade de mais outro teste. As condições estão a ser avaliadas com as informações recebidas e as evidências científicas, mas neste momento as pessoas assintomáticas não representam um perigo de transmissão tal como aquelas com sintomas, ou seja, com a doença em actividade”, compara o médico, que substituiu hoje o Director Nacional da Saúde, Artur Correia, na conferência de imprensa diária.

Ontem, Artur Correia referiu que na cidade da Praia estavam em quarentena domiciliar um total de 127 pessoas e 224 nos hotéis. Isto significa, afirmou, que centenas de pessoas estão livres de infecção por coronavírus. No Sal, 96 pessoas estavam a ser acompanhadas em casa e 70 nos hotéis, enquanto que em São Vicente havia 12 pessoas em quarentena domiciliar e um suspeito em isolamento hospitalar. Hoje foi impossível saber a actualização desses dados.

KzB

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Covid-19: Trabalhadores da Frescomar negam usar máscaras “pesadas, quentes e sufocantes”

Alguns trabalhadores da Frescomar negaram anteontem usar uma máscara fornecida pela direcção da fábrica no âmbito do combate ao Covid-19 e outras aceitaram fazer isso por receio de serem despedidos. Conforme um grupo de funcionários da linha de produção, o equipamento é feito de um material muito poroso, pesado, quente e sufocante, que dificulta a respiração, provoca cansaço e irritação, além de prejudicar o estado de saúde de pessoas com sinusite e alergia a esse tipo de tecido.

“O material é espesso e quente – parece com o tecido das camisas Polo – quando respiramos o ar fica quente à volta do nosso rosto. Além disso, ficamos a ingerir o ar que expelimos durante nove horas, o que certamente é prejudicial”, contam três fontes, que dizem ainda duvidar se essas “boquilhas” vão conseguir impedir a propagação do vírus, caso surja algum caso positivo na fábrica. É que, prosseguem, as máscaras são guardadas nos cacifos e reutilizadas quando regressam ao trabalho, uma medida que consideram contraproducente. 

A máscara da discórdia

“Depois que negamos usar essas boquilhas deram-nos as máscaras verdes tipo hospitalares, que são as mais adequadas. Só que foi sol de pouca dura. Voltaram a obrigar-nos a usar essas máscaras pesadas porque disseram que as outras tinham acabado”, conta uma dessas fontes, deixando claro que alguns trabalhadores estão a negar usar esse equipamento e estão dispostos a acatar as consequências em prol da sua saúde.

Pelas informações que dispõem as fontes que abordaram o Mindelinsite, a administração da fábrica garantiu-lhes que enviou os parâmetros do equipamento às autoridades sanitárias e que o mesmo foi aprovado pela própria Delegacia de Saúde de S. Vicente. No entanto, abordado ontem à tarde pelo Mindelinsite, o Delegado de Saúde Elísio Silva esclarece que quando foi visitar a fábrica os trabalhadores estavam usando as máscaras verdes normais. 

Segundo Elísio Silva, a Delegacia de Saúde já está a corrente das reclamações dos trabalhadores pelo que decidiu enviar uma equipa técnica para avaliar as máscaras da discórdia e apurar como andam a ser usadas. 

Ontem, entretanto, elementos da Delegacia de Saúde, da IGAE, Inspecção-Geral do Trabalho e da Polícia Nacional fizeram uma ronda pela ilha de S. Vicente e fecharam algumas oficinas de mecânica que ainda continuavam a laborar. Elísio Silva aproveitou para garantir que as amostras da pessoa suspeita de infecção por coronavírus iam seguir ontem para a cidade da Praia e mostrou-se satisfeito com a possibilidade de o hospital Baptista de Sousa passar a fazer as análises. Advertiu, no entanto, que será preciso preparar o pessoal técnico antes do início dessa actividade pelos riscos que comporta.

O Mindelinsite abordou um membro da direcção para ouvir o contraditório, mas foi informado que o jornal deveria contactar o interlocutor da empresa Manuel Monteiro. Este foi informado do assunto, mas não retornou o contacto até o fecho da matéria, pelo que o jornal fica aberto a ouvir a versão da fábrica, se assim entender.

Kim-Zé Brito

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Cidade da Praia

Mais um dia sem novos casos de covid-19: Cabo Verde equaciona descentralizar a realização dos testes

Cabo Verde voltou a não registar nenhum novo caso de infecção de coronavírus. Outra boa notícia avançada hoje pelo Director Nacional da Saúde é que o caso suspeito do Sal, que se encontrava pendente, deu resultado negativo. No entanto, há dois novos casos suspeitos, um na Praia e outro na Boa Vista, isso numa altura em que o Serviço Nacional da Saúde enfrenta constrangimentos para levar as amostras para Praia devido a dificuldade de transportes, o que leva as autoridades a equacionar realizar testes nas ilhas. 

“Queria informar que estamos neste momento num processo de reorganização de toda a nossa logística em termos de transporte de amostras e de testes para várias ilhas e de reorganização da componente laboratorial para podermos dar vazão a eventuais demandas que possam exigir uma maior resposta”, justificou Artur Correia, na sequência das dificuldades registada nos últimos dias de envio das amostras para a ilha de Santiago.

É o caso, por exemplo, de uma amostra recolhida a um suspeito na ilha de São Vicente há dias, que deverá seguir para Praia na noite desta quinta-feira. Também as amostras aos seis casos suspeitos da Boa Vista ainda não chegaram à Capital por dificuldade de transporte, numa altura em que começa a chegar ao final o período de quarentena de pessoas confinadas em hotéis e é preciso estar preparado para uma maior demanda de análises. 

Sobre este particular, Correia referiu que, na cidade da Praia, estão em quarentena domiciliar um total de 127 pessoas. Isto significa, afirmou, que centenas de pessoas estão livres de infecção por coronavírus. “Neste momento temos 127 pessoas em quarentena domiciliar na Capital e 224 nos hotéis”, indicou.

No Sal, estão em quarentena em casa 96 pessoas e 70 nos hotéis, enquanto que em São Vicente continuam 12 casos em residências. Nas restantes ilhas, o número de pessoas em quarentena é residual. “Isto é uma boa notícia, mas gostava de alertar as pessoas para não baixarem a guarda”, disse Correia, que voltou a pedir às pessoas para seguirem as orientações das autoridades sanitárias, sobretudo agora, com o aproximar das festas da Páscoa. 

Correia informou ainda que neste momento estão a ser criadas condições para a realização de testes nas ilhas. E já há algumas luzes. “Estamos em contacto com o Fundo Global e com as Nações Unidas para a aquisição de testes que podem ser utilizados nos aparelhos que temos em várias ilhas. Foi desenvolvido um teste que se adapta a estes aparelhos que temos para o combate à Tuberculose e ao VIH. Podem ser utilizados para Covid-19.”

Neste sentido, de acordo com o DNS, Cabo Verde já encomendou, via Fundo Global e brevemente via Nações Unidas, esses testes. A expectativa é de que em breve a aplicação deste novo teste possa ser feita em outras ilhas. 

De recordar que Cabo Verde tem até o momento três casos confirmados de infecção por coronavírus, sendo dois na cidade da Praia e um na Boa Vista.


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Coronavirus

Três cabo-verdianos infectados com coronavírus em Espanha

Três emigrantes em Espanha estão infectados com o coronavirus, informou o embaixador nacional naquele país à RCV. Em Espanha, o segundo país europeu mais fustigado por covid-19, residem mais de seis mil cabo-verdianos. 

Segundo diplomata Ney Cardoso, duas dessas pessoas estão internadas e uma terceira já teve alta médica e está a recuperar em casa. O representante de Cabo Verde em Espanha informou ainda que a Embaixada soube ontem que surgiram dois novos casos suspeitos entre cabo-verdianos residentes em Madrid, mas os testes realizados acusaram negativo.

A Espanha, refira-se, registou nas ultimas 24 horas mais de 864 mortes, o valor mais alto num só dia desde o início da pandemia e o quinto dia consecutivo com mais de 800 vítimas mortais – e 7.719 casos de Covid-19.

O balanço de vítimas do novo coronavírus em território espanhol ascende agora a 102.136 infectados e 9.053 vítimas mortais. O país tem neste momento 5.872 doentes internados nos cuidados intensivos. 22.647 pessoas tiveram alta e estão curadas.

Espanha é o segundo país com mais vítimas mortais por Covid-19, só atrás de Itália, que contabiliza  12.428. Nesta altura, o tratamento de doentes graves está em risco em seis das 17 regiões autónomas. 

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PN Covid

Condutores de empresas abordados pela PN em SV não sabem como pedir autorização para livre circulação

Várias viaturas pertencentes na sua maioria a empresas foram ontem abordadas por agentes da Polícia de Trânsito em S. Vicente, no âmbito do Estado de Emergência declarado pelo Presidente da República por causa da pandemia do Covid-19. O objectivo era saber se os condutores estavam munidos de autorização para estarem a circular na via pública. 

Como a reportagem do Mindelinsite pôde constatar, quase nenhum veículo possuía o documento e tão pouco os condutores estavam ao corrente do canal que eles e as empresas deviam usar para o solicitar. Neste caso, os gestores deviam ter enviado um email para o endereço snpcb@mai.gov.cv e preencher um formulário com dados sobre os veículos pertencentes à respectiva empresa, número de identificação fiscal, matricula dos carros, percurso e local de residência dos condutores, período de circulação e escala de serviço.

Em princípio, a PN não apreendeu nenhum carro ontem em S. Vicente, ao contrário do sucedido na cidade da Praia onde mais de cem veículos ficaram retidos por alegada falta de autorização para estarem a circular neste período de Estado de Emergência. Aliás, esta intervenção da PN na Capital suscitou controvérsias sobre a sua legalidade. Para o jurista Geraldo Almeida, a Polícia violou o direito de propriedade, que, nas palavras dele, não foi abrangido por nenhuma lei ou decreto do Governo. Como realçou numa entrevista à TCV, quando a lei diz que as pessoas podem circular para adquirir bens significa que podem usar as suas viaturas para o efeito e para inclusivamente visitarem os seus familiares. O jurista diz que é preciso lembrar a finalidade do Estado de Emergência – que é combater a propagação do coronavírus – e, para ele, circular numa viatura não coloca em risco essa finalidade.

Já o magistrado Vital Moeda tem uma leitura diferente do alcance do Decreto Presidencial que veio restringir uma série de direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Um deles, recorda, é o da livre circulação na via pública com a imposição do dever geral de recolhimento domiciliário. A pergunta que se impõe, conforme esse Procurador da República, é se foi restringida apenas a liberdade de circulação das pessoas na via pública e ou equiparadas ou também se abrangeu também a circulação de carros na rodovia. A seu ver a resposta está no ponto 2 do decreto quando estabelece que os veículos particulares apenas podem circular nas situações de urgência ou para reabastecimento em postos de combustível.

Caso uma pessoa conduzir o seu veículo particular na via pública fora dessas condições poderá incorrer na prática do crime de desobediência ao dever de recolhimento domiciliário, na perspectiva de Vital Moeda. O condutor pode ser detido pelas Forças ou Serviços de Segurança e entregue ao Ministério Público no prazo máximo de 48 horas, que poderá promover o julgamento sumário no Tribunal. O carro apreendido deverá ser submetido a validação de um magistrado nesse mesmo prazo, sob pena de nulidade à luz do Código de Processo Penal.

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Brasil

Covid-19: Mais de 150 brasileiros estão retidos na Tailândia

Mais de 150 brasileiros estão retidos na Tailândia, na sequência do cancelamentos dos voos por causa do coronavírus. A Embaixada do Brasil em Bangcoc está tentando organizar um voo fretado para a repatriação desses brasileiros. A representação diplomática diz ter conhecimento de  pessoas retidas também em Laos e Camboja. 

“Ainda não está confirmada a autorização de contratação do voo pelo governo brasileiro. Estão sendo estudadas as formas mais eficientes de realizar a operação”, explicou a embaixada em nota. “Não há previsão de datas, mas considera-se que uma possível confirmação oficial ainda levará dias”, acrescentou.

O Itamaraty alerta que serão consideradas para o embarque somente as pessoas que preencheram o um formulário oficial da Embaixada. Entre os retidos há um grupo  que viajou para fazer um curso de meditação na Tailândia há cerca de duas semanas, quando a propagação do covid-19 ainda não parecia ameaçar o país. Tudo seguia bem até que chegou um aviso de que o voo de volta no sábado, 28, estava cancelado.

Mariana Carvalho, de 28 anos, já deveria ter voltado ao trabalho na segunda-feira, 30, mas ainda não sabe quando conseguirá embarcar para Três Rios (RJ), onde mora atualmente.“Recebemos um comunicado no dia 25. Cancelaram o voo e disseram que iriam parar de operar. Teve gente que não recebeu o comunicado de cancelamento e chegou a ir ao aeroporto”, conta esta mineira.

Diante da falta de resposta da companhia aérea, Mariana, que está acompanhada pela mãe, comprou passagens de volta para as duas por outra companhia por R$ 10 mil cada uma, mas nem assim está segura de que voltará no sábado, 4. “Eles cancelaram o voo do dia 2 e os passageiros estão sendo remanejados. Está todo mundo nessa incerteza. Não sei se o nosso voo está mantido ou não”, afirma.

Mariana conta que é difícil ter acesso às informações sobre a situação da pandemia no país, que recebe muitos turistas e tomou medidas de restrição de voos em uma tentativa de evitar a propagação do Sars-Cov-2. “A situação está relativamente sob controle no país. Falamos inglês, mas não é algo que ajude muito. Nós nos comunicamos muito por mímica, porque é difícil achar quem fale inglês e quando falam têm uma maneira muito própria, que dificulta a compreensão.”

Na casa, o grupo mantém uma rotina: medida duas vezes por dia, faz as refeições juntas e divide as tarefas. A líder, a terapeuta Luciana Fiel, tinha previsto voltar para a Índia, onde mora, e de lá seguir para o Brasil para visitar a família. Os foram cancelados e Luciana aguarda ajuda da embaixada brasileira para encontrar um voo que a leve direto ao Brasil.

C/Globo.com

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telefone

Linha Verde – Protecção Social já está disponível

Já se encontra disponível a Linha Verde-Protecção Social para dar assistência aos beneficiários das medidas de protecção sociais anunciadas pelo Governo e que visam o combate à propagação da pandemia do covid-19. Assim, a partir de hoje, 02 de abril, as pessoas já podem telefonar para o numero 800 52 00 para pedir informações relacionadas com o Rendimento Social de Inclusão Emergencial, Rendimento Solidário e sobre o Cadastro Social Único Provisório.

As chamadas são grátis e serão atendidas no horário normal de expediente, ou seja, das 08h à 17 horas. Em nota, o Executivo explica que, o Rendimento Social de Inclusão Emergencial pretende alargar, de forma urgente e temporária, a mais de 2.788 agregados familiares, uma renda mensal de 5.500 escudos, na mesma linha dos 4500 agregados incluídos no projeto RSI. “São candidatos a esta medida os agregados familiares classificados no Cadastro Social Único (CSU) no grupo 1 das famílias em situação de pobreza extrema e que incluam no seu seio pelo menos uma criança de idade máxima de 15 anos. A inscrição no CSU é condição obrigatória para serem considerados para tal benefício”, revela. 

Já o Rendimento Social, prossegue, inclui os trabalhadores do Regime Especial das Micro e Pequenas Empresas (REMPE), trabalhadores por conta própria do setor informal da economia não pertencentes ao Regime REMPE, trabalhadores das empresas privadas não inscritos no Instituto Nacional de Previdência Social. E ainda  os trabalhadores dos jardins infantis e creches privados não inscritos no INPS, que tenham rendimento médio mensal inferior ou igual a 20 mil escudos. Outros critérios têm a ver com a impossibilidade do exercício da sua atividade face ao Estado de Emergência e com a apresentação de Declaração de Rendimento enquadrável, havendo ainda a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Social Único (CSU). 

“Estes trabalhadores receberão a quantia de 10 mil escudos durante um mês, que será depositada por transferência bancária pelo INPS para os do REMPE, e pelo Ministério da Família e Inclusão Social/Tesouro para os não pertencentes ao REMPE. Serão aplicados critérios de priorização dos agregados familiares tendo em conta as suas vulnerabilidades”, acrescenta. 

Relativamente a inscrição no Cadastro Social Único, refira-se, é condição primeira e obrigatória para a obtenção dos referidos benefícios e que tal inscrição pode ser feita online, através do formulário de pré-inscrição CSU, realizando-se assim um Cadastro  Social Único Provisório, ou através da Linha Verde 800 52 00_proteção social. 

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Cidade do Porto

Covid-19: Primeiro ministro pede confiança à diáspora na sequência da primeira morte no seio da comunidade em Portugal

O Primeiro-ministro José Ulisses Correia e Silva instou ontem as comunidades cabo-verdianas emigradas a se protegerem do  novo coronavírus, usando como a principal arma nesta “guerra” a garantia do cumprimento das regras, como evitar o ajuntamento, fazer a proteção individual e cumprir o isolamento social. “No momento em que se está a viver, em todo o mundo, uma das maiores crises de sempre, tanto sanitária como económica e social, quero endereçar à nossa comunidade emigrada no mundo inteiro uma mensagem de solidariedade”, disse o Chefe do Governo cabo-verdiano, que  falava numa comunicação gravada endereçada às diásporas espalhadas pelo mundo.

No comunicado, Ulisses Correia e Silva fez saber que a mensagem é de que as comunidades no estrangeiro respeitem as recomendações das autoridades sanitárias e da proteção civil onde estejam. Para Ulisses Correia e Silva, trata-se da melhor forma de se combater e ganhar esta “guerra”. Como enfatiza, está-se a lidar com uma doença contagiosa, pelo que as pessoas devem fazer o isolamento social e cumprir as quarentenas para que tudo termine e se possa voltar aos convívios com os familiares e amigos “com saúde”.

Apelo chegou já com uma morte em Portugal e duas em França

O apelo do Chefe do Governo cabo-verdiano chegou numa altura em que se registou oficialmente a primeira morte no seio da comunidade cabo-verdiana em Portugal, de acordo com as declarações prestadas ontem pelo Embaixador de Cabo Verde acreditado em Lisboa. De acordo com Eurico Monteiro, citado pela RCV, trata-se um cidadão cabo-verdiano, natural de Santiago, falecido esta quarta-feira na cidade do Porto vítima do novo coronavírus. O homem de 78 anos, de nome José Monteiro, tinha-se deslocado a Portugal para visitar os seus familiares.

Eurico Monteiro adiantou ainda que alguns familiares que conviveram de perto com a vítima apresentam já sintomas que levam a supor que  poderão estar também infetados por Covid-19.

Entretanto, num comunicado endereçado também à comunidade, o primeiro Secretário do PAICV-Portugal pediu igualmente aos cabo-verdianos para evitarem as convivências que, de acordo com Daniel de Pina, a comunidade tanto gosta de fazer. “A nossa comunidade privilegia muito a convivência em grupo, mas o momento desaconselha e exige a cada um de nós o cumprimento escrupuloso das normas impostas pelas autoridades das localidades onde cada um se encontra”, sublinhou Daniel de Pina, para quem cada um poderá contribuir com eficácia nesta luta em prol da vida humana seguindo as regras impostas pelas autoridades sanitárias.

João do Rosário (PT)

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Artur Correia 2

Resultados negativos aos oito casos suspeitos da B. Vista: DNS desaconselha uso generalizado de máscaras

Os testes aos oito casos suspeitos de infecção por coronavírus na Boa Vista deram resultados negativos, anunciou esta tarde Artur Correia, Director Nacional da Saúde. Entretanto continuam por fazer as análises a uma pessoa em quarentena no hospital de S. Vicente e outra na ilha do Sal, cujas amostras demoraram a chegar à cidade da Praia devido as restrições nas ligações aéreas e marítimas impostas com a declaração do Estado de Emergência. Mesmo assim, a amostra da pessoa suspeita no Sal foi recebida esta tarde na Capital, enquanto a referente ao suspeito sob observação no hospital Baptista de Sousa deve chegar amanhã numa viagem de barco. A expectativa da DNS é obter o resultado do caso do Sal ainda hoje e o de S. Vicente até amanhã ou no dia seguinte.

“As ilhas estão em quarentena, não há aviões nem barcos para nenhum lado. Tem havido voos sanitários e de evacuação médica, que temos aproveitado para transportar amostras”, relembra Artur Correia, assegurando que as amostras são transportadas nos contentores de frio dos barcos e em malas específicas.

Questionado sobre a necessidade de uso de luvas e máscaras, tal como aconselha a Organização Mundial da Saúde, Artur Correia deixou claro que o nível actual da contaminação em Cabo Verde não aponta para essa necessidade. Segundo Correia, todas as medidas tomadas até o momento pelas autoridades sanitárias, e comunicadas ao público pelo Instituto Nacional da Saúde Pública, levam em conta os critérios clínicos, biológicos e epidemiológicos. “E o contexto epidemiológico é fundamental. Quantos casos positivos já tivemos? Tratam-se dos dois ingleses, uma holandesa, um caso importado de um cabo-verdiano vindo da França-Portugal, uma pessoa ligada directamente a este indivíduo e um último caso no hotel onde os ingleses estavam hospedados. Na prática, temos dois casos nacionais, pelo que não podemos tomar uma medida de generalização do uso de máscaras nesta condição epidemiológica”, explica o responsável nacional da Saúde. 

Segundo Correia, se houver a necessidade de se aconselhar o uso de máscaras essa indicação será dada pelas autoridades sanitárias. “Somos sensatos, agiremos com base técnica e não sob pressão política e tão pouco das redes sociais”, assegurou o DNS, lembrando que Cabo Verde não é a China, país que, lembra, enfrentou uma situação explosiva.

Neste momento, os médicos continuam a acompanhar o estado de saúde dos dois cabo-verdianos infectados na cidade da Praia e, segundo Correia, apesar de apresentarem um quadro clínico estável, só vão ter alta quando os testes comprovarem que estão livres do vírus. A nível externo, as autoridades sanitárias cabo-verdianas aguardam informação dos quatro turistas portugueses infectados com o coronavírus que seguiram para Portugal. Artur Correia admitiu que essa questão o está a angustiar porque todos os dias envia emails e telefona para saber informações sobre a situação desses pacientes e ainda continua no escuro. “Hoje não consegui contactar o ponto focal, fui informado que ele não vai para o serviço todos os dias. Deixei mensagens e enviamos emails e continuamos à espera. Daqui a pouco começo a duvidar se são casos importados de Cabo Verde”, desabafou o DNS. Como deixou escapar, já começa a “ouvir” informações não oficiais, mas que ainda não pode divulgar, deixando no ar a dúvida se os quatro turistas não foram infectados noutro país.

No balanço de hoje à tarde com os jornalistas, Artur Correia enfatizou a importância do trabalho desenvolvido pela Linha Verde – montada numa parceria com DNS, a Protecção Civil e a CV Telecom – e lançou um profundo agradecimento aos profissionais de saúde que têm acompanhado os casos suspeitos e confirmados de coronavírus em Cabo Verde. Como salientou, são eles que lidam com a aflição das pessoas que aguardam os resultados dos testes e têm ainda de lidar com a sua própria pressão psicológica devido a ameaça de contágio.

KzB

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Telemovel

Covid-19: Observatório da Cidadania Activa condena uso abusivo da Linha Verde por “irresponsáveis”

O Observatório da Cidadania Activa emitiu um comunicado a condenar o uso abusivo e irresponsável da Linha Verde (8001112), um canal de emergência aberto para permitir o contacto telefónico gratuito entre a população e as autoridades sanitárias neste período de combate à propagação do novo coronavírus. A situação foi denunciada ontem pelo Director Nacional da Saúde, que criticou o comportamento de algumas pessoas que andam a usar essa linha telefónica de forma abusiva, o que tem provocado o congestionamento da mesma. Artur Correia lembrou que essa atitude pode impedir o acesso das pessoas que possam realmente necessitar de informações urgentes.

Face a esse quadro, o Observatório pede a adopção de medidas pelas
autoridades competentes no sentido de responsabilizar quem
esteja a agir desta forma. “Não se pode brincar com esta linha porque, enquanto alguém a ocupa com brincadeiras e atitudes irresponsáveis, outro cidadão, que na verdade dela precisa, estará a correr riscos por causa de tamanha falta de cidadania e sensibilidade por parte dos outros“, frisa a nota assinada por Lucas Leite, membro da direcção. Aproveitando a oportunidade, o signatário apela às pessoas para evitarem também cogestionar outras linhas de emergência como as dos Bombeiros, Polícia, Bancos de Urgência e Protecção Civil.

O próprio Primeiro ministro reforçou hoje esse apelo para não se afectar a despistagem de pessoas infectadas. Até ontem, a Linha Verde, que dispõe de uma equipa de 46 médicos, tinha recebido cerca de 7.000 chamadas de todas as ilhas – em especial de Santiago, Boa Vista e S. Vicente – e registado uma média de 300 telefonemas diários.

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